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Novas feiras de Hong Kong oferecem oportunidades em mercado em mudança

Novas feiras em Hong Kong redefinem formato, com obras ultramóveis e taxas só quando vendem, ampliando oportunidades para artistas de meia carreira

Li Wang’s Cold Spring (2023)
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  • Durante a Hong Kong Art Week, surgem feiras novas com foco em artistas de meio de carreira e formatos portáteis, oferecendo abordagens diferentes do modelo tradicional de exposição e venda.
  • ArtHouse Tai Hang, com cinquenta artistas em dez locais no bairro Tai Hang, adota taxa apenas se a obra for vendida, e fica aberta até 25 de março.
  • Pavilion, com cerca de vinte e cinco galerias de Ásia, Europa e América do Norte, chega à H Queen’s em Central até 28 de março, após a estreia em Taipei em janeiro.
  • Art Central retorna à Central Harbourfront pela 11ª edição, aberta até 29 de março, com a novidade da seção curada Central Stage para artistas de meio de carreira.
  • A proposta das feiras é reduzir custos operacionais e oferecer formato menos acelerado, mantendo presença comercial próxima de uma exposição curada.

A Hong Kong Art Week deste ano traz feiras recém-chegadas que apresentam modelos originais de exposição e compra de arte. Entre elas, ArtHouse Tai Hang coloca foco em artistas de meio de carreira, com pavilões distribuídos por tenro Tai Hang e uma taxa cobrada apenas em caso de venda.

A iniciativa é liderada por Jacky Ho, ex-diretor da Christie’s na área de 20º e 21º séculos. Ao lado de galeristas locais, o projeto busca reduzir custos com obras menores e formatos móveis que facilitem a apresentação.

Novos formatos e parcerias

ArtHouse funciona com cerca de 50 artistas em 10 locais de Tai Hang, aberto até 25 de março. A ideia é lembrar a convivência de Venice, com espaços dispersos entre ruas antigas.

Ao lado, Pavilion reúne cerca de 25 galerias de Ásia, Europa e América do Norte, com abertura em H Queen’s, em Central, até 28 de março. A curadoria aposta em um clima de boutique, menos agressivo que feiras tradicionais.

Intervenções locais e internacionais

Sultana, um dos representantes de Paris, participa pelo formato de boutique que mantém dimensão comercial sem soar como estande tradicional. O grupo destaca ainda a convivência com expositores que buscam novo modelo de apresentação.

Paralelamente, Art Central retorna ao Central Harbourfront com sua 11ª edição, até 29 de março, reunindo 100 galerias. A feira introduz a iniciativa Central Stage, dedicada a médios de carreira com mostras recentes em instituições.

Cenário na Semana de Arte de Hong Kong

Central Stage apresenta artistas como Elnaz Javani, de origem iraniano-americana, e Marta Frėjutė, da Lituânia. A seção visa ampliar a visibilidade de artistas em meio a grandes instituições já consolidadas.

Os eventos, distribuídos por diferentes locais de Hong Kong, reforçam a ideia de opções mais flexíveis e acessíveis para colecionadores, curadores e público em geral, sem abrir mão da qualidade e da curadoria.

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