- Díaz-Canel afirmou, em Havana, em entrevista a Pablo Iglesias, que o governo está aberto ao diálogo, mas se prepara para o pior cenário para defender a soberania cubana.
- O presidente disse estar disposto a dar a vida pela revolução caso não haja neutralidade considerada ideal.
- Em resposta, o cantor Silvio Rodríguez recebeu do governo cubano um fuzil AKM e uma réplica da arma pela “disposição patriótica” em defender o país.
- Cuba enfrenta crise energética causada pelo embargo dos EUA e pela interrupção do petróleo da Venezuela, agravando apagões e o desabastecimento.
- Autoridades anunciam plano de defesa com participação popular, enquanto o governo afirma que as Forças Armadas se preparam para possível ataque dos Estados Unidos.
Miguel Díaz-Canel afirmou em Havana que o governo cubano está aberto ao diálogo com o sentinelas internacionais, mas se prepara para enfrentar o que considera o pior cenário para a soberania do país. A declaração ocorreu durante entrevista do presidente cubano a Pablo Iglesias, em meio a pressões dos EUA e à crise econômica agravada pelo embargo energético.
Díaz-Canel disse que a prioridade é evitar o conflito, mantendo a linha de diálogo, mas deixou claro que a defesa da revolução pode exigir sacrifícios caso as negociações não avancem. A observação foi feita em resposta a um comentário de Silvio Rodríguez, músico cubano conhecido por posicionamentos firmes a favor do governo.
O presidente recebeu Iglesias em Havana, acompanhado de outros líderes de esquerda internacionais. O episódio ocorre no contexto de escassez de energia depois que Cuba deixou de receber petróleo da Venezuela, seu principal fornecedor, e possíveis interrupções de suprimentos de outros países devido a pressões externas.
Contexto econômico e social
A queda no fornecimento de combustível intensificou apagões na última semana, afetando serviços públicos e o transporte de alimentos. Em várias cidades, moradores ocuparam ruas com atividades simbólicas de protesta, como batuques em panelas, diante da escassez.
Díaz-Canel reiterou que o governo vê como essencial o aumento da prontidão civil para defender a soberania. O objetivo é um plano que envolva a participação popular, com cada cubano ciente de seu papel na defesa nacional.
Defesa e relações externas
O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, afirmou à NBC News que as Forças Armadas cubanas se preparam para a possibilidade de ataque militar dos Estados Unidos. As informações indicam uma estratégia de resiliência diante de tensões regionais.
A entrevista também aborda acusações do governo cubano sobre impactos estruturais de políticas externas. Diversos países reduziram ou interromperam o fornecimento de petróleo, contribuindo para a atual crise energética e para o agravamento das dificuldades econômicas.
Com informações de repórteres da CNN Español, a cobertura destaca que autoridades cubanas buscam manter o diálogo, ao mesmo tempo em que reforçam a defesa do país frente a pressões externas e a desafios internos.
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