- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, selou acordo de livre comércio entre a UE e a Austrália, reduzindo tarifas sobre a maioria de bens e exportações agrícolas.
- O acordo deve economizar à UE cerca de € 1 bilhão por ano em tarifas, com as exportações projetadas a subir até 33% na próxima década.
- Tarifas cairão a zero para produtos como queijo (em três anos), vinho, frutas, verduras, chocolate e alimentos processados; para carne bovina e ovina há quotas anuais de 30.600 e 25.000 toneladas, respectivamente.
- Mecanismo de salvaguarda para setores sensíveis; abre acesso a matérias-primas críticas (alumínio, lítio e manganês); imposto sobre carros de luxo não foi retirado, mas 75% dos veículos elétricos da UE ficarão isentos.
- O acordo é visto como movimento geoestratégico, com ganhos em laticínios (até 48%), automóveis (52%) e químicos (20%), além de parceria de segurança e defesa com Canberra; negociações seguem com outros países da região.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, selou nesta terça-feira um acordo de livre comércio com a Austrália, assinado com o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese. O acordo reduz tarifas para a maior parte dos bens da UE e para as exportações agrícolas, fortalecendo laços comerciais.
O tratado visa diversificar as parcerias estratégicas da UE diante de tensões globais crescentes e ampliar o acesso a mercados cruciais no Indo-Pacífico. A Comissão Europeia estima que a poupança em tarifas chegue a €1 bilhão por ano, com possível crescimento de até 33% nas exportações na próxima década.
Na prática, as tarifas sobre alimentos e bebidas vão evoluir para zero em itens como queijos, vinhos, frutas, chocolates e produtos processados ao longo de três anos. Regras de salvaguarda permitem frear impulsos de importações sensíveis da Austrália.
Aspectos econômicos-chave
Além da agricultura, o acordo abre acesso a matérias-primas estratégicas, incluindo alumínio, lítio e manganês, e mantém parte do imposto sobre automóveis de luxo australiano. Espera-se incremento de exportações da UE em setores como laticínios, veículos e produtos químicos.
O acordo também envolve cooperação em segurança e defesa, com o anúncio de uma parceria entre Bruxelas e Canberra. Von der Leyen afirmou que, apesar da distância, ambos estão alinhados na visão de mundo e em objetivos de parceria.
As negociações ocorrem em um contexto em que, desde 2025, tratados com México, Suíça e Indonésia foram firmados, e o acordo com o Mercosul está provisionado para aplicação parcial a partir de maio. Novas negociações já estão em pauta com diversos países da região.
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