- EUA, sob o presidente Donald Trump, buscam um acordo com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio, conforme a Reuters.
- Autoridades israelenses ouvidas pela agência veem baixa probabilidade de sucesso nas negociações.
- As negociações seguem após o colapso de fevereiro, anterior aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã.
- Washington exige restrições ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis balísticos.
- Teerã exige concessões significativas — fim das ofensivas, garantias contra novos ataques e reparação de danos — e rejeita limitar seus mísseis, dificultando um acordo no curto prazo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca um acordo com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. As informações são da Reuters, com base em três autoridades israelenses ouvidas pela agência. Fala-se em negociações atualmente em curso, mas com baixa probabilidade de sucesso.
Segundo as fontes, há ceticismo entre as autoridades israelenses sobre a chance de Teerã aceitar as condições impostas por Washington. O colapso das negociações no fim de fevereiro antecedeu novos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã.
As exigências americanas incluem restrições ao programa nuclear iraniano e ao desenvolvimento de mísseis balísticos, apontam as fontes. O objetivo é alcançar um acordo que reduza tensões na região.
Na segunda-feira, 23 de março, Trump afirmou ter havido conversas produtivas em busca de uma solução ampla para o conflito. Autoridades iranianas, porém, negam qualquer negociação direta com Washington.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avalia que Washington tenta usar ganhos militares para pressionar por um acordo que garanta interesses estratégicos na região. A leitura é de maior pressão externa sobre o Irã.
A posição de Teerã aparece mais rígida, segundo as fontes. O Irã sinaliza que só avançará em negociações com concessões significativas, incluindo fim das ofensivas, garantias contra novos ataques e compensações pelos danos.
Além disso, o Irã rejeita limitar seu programa de mísseis, o que aumenta o impasse com Washington e reduz as perspectivas de acordo no curto prazo, segundo avaliações de autoridades próximas ao tema.
Entre na conversa da comunidade