- Mais de setenta por cento dos respondentes na União Europeia estão “altamente preocupados” com conflitos ativos próximos à UE, segundo o último Eurobarômetro.
- Espanha (84%), Itália (83%) e Chipre (80%) são os países com maior temor entre os 16 listados.
- Chipre tem sido fortemente afetada pelo conflito no Oriente Médio; bases britânicas em Akrotiri foram alvo de ataques com drones em março.
- A UE não chega a um consenso sobre defesa e independência estratégica; há apoio de parte dos líderes para que a Europa tenha mais protagonismo, sem depender de terceiros.
- Sobre energia, há preocupação com a dependência de fornecedores fora da UE; 89% defendem mais união entre Estados-membros e 86% desejam voz mais forte da UE no cenário internacional.
Um estudo do Eurobarômetro mostra que a maioria dos europeus está preocupada com conflitos próximos ao bloco e quer maior atuação da UE em defesa. O levantamento avalia percepções sobre guerra na Ucrânia, conflitos no Oriente Médio e dependência de terceiros para segurança.
Entre os 16 países da União Europeia com maior preocupação, Espanha (84%), Itália (83%) e Chipre (80%) são os mais expressivos. O panorama reflete receio com a instabilidade global e seus impactos regionais.
Região com a maior incidência de incidentes recentes, Chipre vive tensões com ataques de drones perto de bases britânicas. Em Akrotiri, bases da ilha foram alvo, alimentando debates sobre bases britânicas na região.
UE e defesa diante da geopolítica
Autoridades da UE sinalizam dificuldades para obter consenso sobre defesa europeia. O secretário-geral da OTAN ressaltou a importância de apoio dos EUA para qualquer estratégia europeia de segurança.
França e Espanha defendem que a UE precisa atuar com maior autonomia, reduzindo dependência de agentes externos, conforme avaliação comum entre governos.
A maioria dos cidadãos não europeus apoia o intercâmbio entre blocos para ampliar a capacidade de proteção, com dois terços desejando maior papel da UE em crises globais.
Energia e dependência externa
A invasão da Ucrânia elevou custos energéticos, agravando a dependência de fornecedores fora da UE. Itália (78%), Espanha (75%) e Polônia (73%) apresentam maior preocupação, enquanto Dinamarca (38%) e Lituânia (39%) registram menor receio.
A pesquisa aponta que 89% dos respondentes defendem maior unidade entre Estados-membros para enfrentar desafios globais, e 86% desejam que a UE tenha voz mais firme no cenário internacional.
Desdobramentos políticos e econômicos
O estudo indica que a ansiedade cresce com a escalada de guerras regionais, influenciando a percepção sobre segurança nacional. Eventos recentes acentuam o debate sobre o papel da UE na defesa comum e na gestão de crises externas.
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