- Porta-voz militar do Irã disse que os Estados Unidos estão negociando consigo mesmos, conforme a mídia estatal, um dia após o envio de um plano de 15 pontos de Washington para Teerã visando encerrar o conflito no Oriente Médio.
- O porta-voz citou tom de deboche e afirmou que “pessoas como nós nunca conseguirão se dar bem com pessoas como você”, comentando sobre a liderança dos Estados Unidos.
- O Irã mantém que investimentos norte-americanos e os preços da energia não retornarão enquanto Washington não garantir estabilidade regional pelas Forças Armadas iranianas.
- O conflito envolve Estados Unidos, Israel e Irã, com ataques, vitimando civis e militares, além de ações militares em vários países da região e expansão para o Líbano com o grupo Hezbollah.
- Em meio aos desdobramentos, Mojtaba Khamenei foi eleito líder supremo do Irã e Donald Trump classificou a escolha como “grande erro”, avaliando que o mandatário não seria aceitável para a liderança iraniana.
Um porta-voz militar iraniano afirmou que os EUA estariam negociando consigo mesmos, em tom de deboche, um dia após Washington enviar a Teerã um plano de 15 pontos para encerrar o conflito no Oriente Médio. O posicionamento foi veiculado pela mídia estatal iraniana nesta quarta-feira.
Segundo a imprensa, o plano de 15 pontos foi elaborado pelos Estados Unidos e enviado a Teerã na terça-feira, conforme uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters. A ação ocorre no mesmo período em que o presidente Donald Trump demonstrou otimismo sobre um acordo com o Irã.
O porta-voz Ebrahim Zolfaqari, do comando central Khatam al-Anbiya, afirmou que os EUA enfrentam conflitos internos que os impedem de avançar. Ele disse ainda que investimentos e preços da energia não retornarão sem garantia de estabilidade regional pelas forças iranianas.
Contexto regional
O conflito no Oriente Médio envolve EUA, Israel e Irã e ganhou intensidade a partir de ataques e retaliações mútuas, com impactos em diversos países da região, incluindo Emirados Árabes, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.
Ao longo do período, relatórios apontam mortes civis e danos a infraestruturas militares, com o ataque a navios, defesas aéreas e outras posições. O Irã retaliou com ações contra alvos considerados pró-EUA e pró-Israel, gerando desdobramentos na turvação regional.
A guerra também se estendeu ao Líbano, onde o Hezbollah realizou ataques em resposta à morte de líderes iranianos. Israel realizou ofensivas aéreas contra supostos alvos do grupo, elevando o número de vítimas no território libanês.
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