- O Irã sofre ação militar coordenada por Israel e Estados Unidos, com mais de sete mil bombardeios direcionados a alvos estratégicos.
- O coordenador Alberto Pfeifer, da USP, afirma que a campanha é contínua e busca exterminar a liderança da revolução teocrática e todos os braços armados, exceto as forças armadas do Irã.
- Drones Shahed-136 são usados pelo Irã e custam cerca de US$ 35 mil cada; mísseis Patriot, usados para interceptá-los, superam US$ 4 milhões. Em março, Emirados Árabes detectaram 1.422 drones no seu espaço aéreo, segundo CSIS.
- O Irã possui mísseis com alcance de até quatro mil quilômetros, evidenciando uma indústria balística avançada.
- Sobre as motivações: Israel busca neutralizar a capacidade de destruição em massa do Irã; os EUA estudam estratégias que vão desde mudança de regime até conter a ameaça bélica, com foco em evitar aprofundar laços entre Irã e China.
O Irã enfrenta uma ofensiva coordenada por Israel e Estados Unidos, com mais de 7 mil bombardeios direcionados a alvos estratégicos no país. A análise é do coordenador do Grupo de Análise Estratégica da USP, Alberto Pfeifer, que afirma que a campanha deve continuar até que o regime se renda.
Segundo Pfeifer, a operação é metódica e visa extinguir a liderança da revolução teocrática, abrangendo todos os braços armados, com exceção das Forças Armadas do Irã por ora. O objetivo, ainda conforme o especialista, é fragilizar a capacidade de ataque do regime.
Além dos líderes do regime, as autoridades americanas e israelenses estariam mirando na indústria balística do Irã, incluindo a produção de drones. Dados indicados apontam que equipamentos iranianos, como o Shahed-136, têm custo baixo para montagem, enquanto sistemas de defesa caros, como o Patriot, elevam o custo de interceptação.
Atenção também aos números de drones no espaço aéreo de terceiros. Entre 1º e 8 de março, Emirados Árabes Unidos registraram 1.422 detecções de drones, conforme o CSIS, o que evidencia a presença de aeronaves iranianas em trajetórias avançadas de combate.
No campo estratégico, Pfeifer destaca que o Irã possui mísseis com alcance de até 4 mil quilômetros, o que abriga grande parte da Europa. A indústria balística iraniana, aponta o analista, é robusta e representa o foco de atenção de Israel e dos EUA na atual fase do conflito.
Em relação aos objetivos de Washington e Tel Aviv, Pfeifer sustenta que Israel vê a eliminação da capacidade de destruição em massa do Irã como prioridade, buscando neutralizar mísseis, fábricas, bases e lançadores. Já os EUA ressaltam interesses de domínio global e a contenção de vínculos entre Irã e China, especialmente em petróleo e tecnologia militar.
Caso se mantenha a escalada, o analista afirma que o Irã tende a prolongar o confronto como estratégia para desincentivar a continuidade da campanha, embora reconheça a desvantagem militar do país frente às duas potências. Em todo o cenário, o resultado de longo prazo permanece incerto.
Fonte: CNN Brasil, com base em análise de Alberto Pfeifer, coordenador do Grupo de Análise Estratégica da USP.
Entre na conversa da comunidade