- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, afirmou que o Irã está revisando a proposta dos Estados Unidos para retomar o acordo nuclear, podendo fazer ajustes, mas sem decisão final.
- O governo iraniano havia negado qualquer contato com os EUA, mesmo por mediadores.
- Amir-Abdollahian disse que o Irã não busca negociações diretas com os americanos, apenas por meio de mediadores.
- O presidente Ebrahim Raisi já tinha afirmado que o país não negocia com os Estados Unidos; o governo reiterou que não há negociações em andamento.
- O acordo de 2015 previa restrições ao programa nuclear em troca do alívio das sanções; os EUA se retiraram em 2018, e a retomada depende de suspensão de sanções e garantia de não abandono.
O chanceler do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, afirmou que o Irã está revisando a proposta dos EUA para retomar o acordo nuclear, contrariando a comunicação oficial anterior. Segundo ele, o país pode fazer ajustes, mas ainda não tomou uma decisão final. A afirmação foi feita nesta semana, em meio a entrevistas de fora do governo.
Amir-Abdollahian destacou que o Irã não busca negociações diretas com os norte‑americanos, e sim por meio de mediadores. Ele disse que as avaliações estão em curso e que não houve confirmação de contatos diretos com Washington.
O governo iraniano vinha negando qualquer contato com os EUA, mesmo por intermediários, enquanto observa as propostas apresentadas na semana passada. A posição oficial anterior enfatizava que não havia negociações em andamento.
Contexto do acordo
O acordo nuclear de 2015 limitava o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções. Os EUA deixaram o pacto em 2018, sob a gestão de Donald Trump, o que levou a ciclos de negociações difíceis entre as partes. O Irã tem insistido que retomará o acordo apenas com sanções suspensas e garantias de não abandono futuro.
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