- Irã afirma ter ocorrido apenas uma “troca de mensagens” com os EUA, negando negociações formais.
- O chancelar Abbas Araghchi disse que a mudança de tom de Washington seria uma admissão de fracasso, após exigir rendição incondicional.
- Segundo ele, mensagens teriam chegado por meio de “países amigos” nos últimos dias, mas não configuram negociações.
- Araghchi afirmou que responder às mensagens com advertências ou defender posições não é diálogo, apenas uma troca de comunicação.
- A Casa Branca, por outro lado, disse que as negociações com o Irã estão avançando rapidamente, mesmo sem a aceitação imediata de um plano de 15 pontos para encerrar a guerra.
O Irã informou que houve uma troca de mensagens com os Estados Unidos, mas negou que haja negociações em curso. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, em entrevista à emissora estatal IRIB nesta quarta-feira, 25.
Araghchi enfatizou que a mudança de tom de Washington não configura negociação, mas sim um reconhecimento de derrota após ter exigido rendição incondicional anteriormente. Ele questionou por que os EUA falariam em negociação agora.
O chanceler explicou que Washington tem enviado mensagens por meio de países considerados amigos, nos últimos dias. Segundo ele, tais comunicações não representam diálogo, apenas uma troca de mensagens entre autoridades dos dois países.
Ainda conforme Araghchi, as mensagens contêm ideias que são transmitidas às autoridades superiores, que, se necessário, anunciarão posicionamentos. Ele ressaltou que respostas são dadas com advertências e com as próprias posições do Irã.
A Casa Branca afirmou, por meio de divulgação oficial, que as negociações com o Irã avançam rapidamente, mesmo após Teerã não ter aceitado de imediato um plano de 15 pontos para encerrar o conflito. A declaração não foi detalhada neste texto.
Anteriormente, o chanceler citou uma reportagem da NBC News mencionando que o presidente Donald Trump estaria assistindo a vídeos sobre ataques dos EUA. Araghchi, porém, não comentou o conteúdo dessas imagens.
O ministro também criticou a forma como a guerra é apresentada ao público americano e ao próprio presidente, chamando de venda diária do conflito. Não houve registro de novas negociações ou de impactos diretos sobre decisões oficiais nos EUA.
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