- Irã rejeitou, nesta quarta-feira, a proposta dos Estados Unidos de cessar o conflito, segundo a televisão estatal Press TV.
- O país também ampliou ataques a Israel e a estados do Golfo, incluindo um ataque que provocou fogo no Aeroporto Internacional de Kuwait.
- A indústria estatal iraniana apresentou uma contraproposta de cinco pontos, incluindo reparações pela guerra e soberania sobre o Estreito de Hormuz.
- Mediadores discutem possível negociação presencial entre Irã e Estados Unidos, talvez ainda nesta sexta-feira em Paquistão.
- Os EUA dizem estar em negociações; o presidente Donald Trump afirmou que participantes teriam interesse em acordo, sem divulgar nomes de interlocutores do Irã.
A Iran rejeitou nesta quarta-feira um plano dos Estados Unidos para cessar as hostilidades e intensificou ataques a Israel e a países do Golfo, apresentando sua própria proposta, que inclui reparações e controle do Estreito de Hormuz. A informação foi veiculada pela emissora estatal Press TV, citando um responsável não identificado.
Segundo relata o monitor estatal, Teerã recusou a proposta americana de encerrar a guerra por meio de um cessar-fogo. O oficial afirmou que o fim do conflito será definido por Iran, não pela visão de Trump. Anteriormente, autoridades paquistanesas descreviam pontos sobre alívio de sanções e reversão de partes do programa nuclear.
A imprensa egípcia envolvida em mediação chamou o acordo de abrangente, mencionando limitações ao apoio de Teerã a grupos armados. Mediadores estudam possível reunião presencial entre EUA e Irã, possivelmente já nesta sexta, em território paquistanês.
Proposta iraniana e desdobramentos
A contraoferta de Teerã, apresentada pela rede estatal, reúne cinco pontos. Entre eles, a suspensão de ataques a seus diplomatas, salvaguardas contra uma nova guerra, reparações pela escalada do conflito, encerramento das hostilidades e soberania iraniana sobre o Estreito de Hormuz.
A manutenção do controle do Estreito de Hormuz e as reparações são pontos sensíveis para Washington, já que impactam o abastecimento global de energia. Analistas ressaltam que esses itens tendem a encontrar resistência entre autoridades americanas.
As negociações entre Washington e Teerã enfrentam grandes obstáculos. Não está claro quem dentro do governo iraniano tem autorização para negociar ou disposição para fazê-lo, apesar de Israel ter reiterado a disposição de agir contra líderes do país.
Historicamente, o Irã já enfrentou ações militares dos EUA durante a Administração Trump, incluindo ataques que contribuíram para o atual conflito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano reiterou cautela em relação à diplomacia com Washington.
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