- O Japão planeja rebaixar em 2026 a importância de suas relações com a China, chamando-as de “estratégicas” e de “benefício mútuo”; em 2025, a relação era definida como “uma das mais importantes”.
- Desde outubro, quando começou seu mandato, a primeira-ministra Sanae Takaichi tem adotado postura firme com a China, incluindo falas sobre Taiwan.
- A China respondeu com retaliações, entre elas a restrição à venda de terras raras para empresas japonesas.
- Em 24 de março de 2026, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês atribuiu a piora ao discurso de Takaichi e disse que ainda há espaço para reparar as relações, desde que o Japão se retrate.
- O porta-voz afirmou que, para melhorar as relações, o Japão deve respeitar quatro documentos políticos entre os dois países, cumprir seus compromissos e tomar medidas para restabelecer a base política das relações sino-japonesas.
O Japão planeja reduzir a importância de sua relação diplomática com a China em 2026. No relatório anual de diplomacia, o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi quer classificar a relação como estratégica e de benefício mútuo, em vez de uma das mais importantes. Em 2025, a configuração era justamente essa última.
Desde outubro do ano passado, quando Takaichi assumiu, o governo japonês tem protagonizado atritos com Pequim. O desentendimento ganhou força após declarações sobre Taiwan, que reacenderam tensões entre os dois países.
Reação chinesa e condição para retomada
O Ministério das Relações Exteriores da China sinalizou que ainda há espaço para reparar os vínculos, desde que o Japão se retrate das falas sobre Taiwan. O porta-voz destacou que a trajetória de normalização depende do cumprimento de compromissos bilaterais e do respeito a documentos políticos entre China e Japão.
Segundo a autoridade chinesa, o atual ambiente decorre das declarações de Takaichi que provocaram indignação na China e desafiaram a ordem regional estabelecida após a Segunda Guerra. Para avançar, o Japão precisa agir com responsabilidade e adotar medidas concretas para restabelecer a base política das relações.
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