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Kim Jong-un afirma que guerra no Irã justifica armas nucleares da Coreia do Norte

Kim Jong-un afirma que a guerra EUA-Irã prova que a Coreia do Norte estava certa em manter arsenal nuclear, cujo status é irreversível

O líder norte-coreano Kim Jong Un inspecionou o submarino nuclear do país, estimado em 8.700 toneladas, e classificou o plano de desenvolvimento de submarinos nucleares de Seul como "um ato ofensivo"
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  • Kim Jong-un afirmou que a guerra dos EUA com o Irã prova que a Coreia do Norte estava certa em manter armas nucleares.
  • Em discurso à Assembleia Popular Suprema, o líder acusou Washington de terrorismo e agressão patrocinados pelo Estado, dizendo que o status nuclear é irreversível.
  • O tom sugere que qualquer futura negociação com os EUA depende de reconhecimento da Coreia do Norte como potência nuclear e do fim da “política hostil” de Washington.
  • As falas indicam que encontros com Trump seriam diferentes das cúpulas anteriores, que tinham foco na desnuclearização.
  • A Coreia do Norte realizou recentemente testes de armas de grande repercussão, incluindo lançamentos de mísseis de cruzeiro de um novo navio de guerra e foguetes com capacidade nuclear.

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que a guerra entre EUA e Irã confirma a necessidade de manter o arsenal nuclear do país. Em discurso à Assembleia Popular Suprema, ele afirmou que a situação atual comprova que Pyongyang fez a escolha correta ao não abandonar as armas nucleares.

Kim chamou Washington de agressor e disse que o status nuclear norte-coreano é irreversível. A fala acontece após semanas de tensão na região e de declarações que defendem a deterrência nuclear como garantia de segurança.

A postura ocorre em meio a sinais de retomada de diálogo entre EUA e Coreia do Norte, com abertura para negociações variando conforme o reconhecimento de Pyongyang como potência nuclear. Recentemente, o presidente americano sinalizou possibilidade de negociações, desde que haja condições para desnuclearização.

Contexto internacional

A Coreia do Norte atribui vulnerabilidade de países não nucleares ao poder militar dos EUA, e argumenta que arsenais nucleares equilibram essa relação. O governo norte-coreano também destacou a necessidade de manter a capacidade de dissuasão.

Desdobramentos diplomáticos

No começo do mês, o primeiro-ministro da Coreia do Sul participou de reunião não programada no Salão Oval com Trump, para discutir retomada de diplomacia com Pyongyang. A conversa tratou de estratégias e resposta ao desenvolvimento de armas norte-coreanas.

Olhar sobre testes recentes

A mídia estatal norte-coreana divulgou lançamentos de mísseis de cruzeiro de um novo navio de guerra e exercícios com foguetes de capacidade nuclear, em posição de demonstração de força. Autoridades classificaram os testes como resposta a tensões regionais.

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