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Maersk aponta necessidade urgente de importação de alimentos no Oriente Médio

Maersk diz que o Golfo enfrenta necessidade urgente de importação de alimentos devido à paralisação do Estreito de Ormuz e ao aumento de custos logísticos

Contêineres refrigerados da Maersk nos terminais do Porto de Los Angeles
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  • A Maersk disse que há necessidade urgente de importação de alimentos no Oriente Médio, interrompidas pela guerra no Golfo Pérsico.
  • Segundo o Fórum Econômico Mundial, os países do Conselho de Cooperação do Golfo importam até 85% de seus alimentos.
  • A crise marítima no Golfo levou a Maersk a suspender reservas de carga em muitos portos da região e a aplicar sobretaxas emergenciais de combustível.
  • A Maersk opera com mais de 6.000 funcionários na região, oferecendo serviços de transporte e logística, inclusive soluções de cadeia fria com contêineres refrigerados; o presidente do conselho, Robert Maersk Uggla, destacou o papel da empresa.
  • A rival Hapag-Lloyd informou custos adicionais de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por semana devido à crise do Irã, com impactos em combustível, seguros e armazenagem.

A Maersk afirma que o Oriente Médio vive uma necessidade urgente de importar alimentos, interrompida pela guerra no Golfo Pérsico. A declaração foi feita durante a assembleia anual de acionistas da empresa.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, os países do Conselho de Cooperação do Golfo importam até 85% de seus alimentos, o que torna a região particularmente vulnerável a interrupções logísticas.

A guerra que envolve ataques na região e o fechamento de parte do Estreito de Ormuz vem causando uma queda no transporte marítimo, impactando cadeias globais de suprimentos. A Maersk suspendou reservas de carga em portos da região e implantou sobretaxas emergenciais de combustível.

Detalhes da operação e impactos na região

A Maersk emprega mais de 6.000 pessoas na região, oferecendo serviços de transporte e logística para clientes locais. O presidente do conselho, Robert Maersk Uggla, destacou que há necessidade urgente de importação de alimentos, com uso frequente de soluções de cadeia fria, como contêineres refrigerados, em que a empresa tem atuação de liderança.

Ele informou que, com o Estreito de Ormuz temporariamente fechado, a companhia busca alternativas para levar cargas ao Golfo, sem entrar em detalhes operacionais.

Custos adicionais em rival do setor

A concorrente Hapag-Lloyd informou que a crise iraniana eleva seus custos em aproximadamente 40 a 50 milhões de dólares por semana, cobrindo combustível, prêmios de seguro e armazenagem de contêineres. A empresa não detalhou impactos regionais específicos, mas indicou impactos generalizados nos serviços.

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