- O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a situação no Oriente Médio está fora de controle e que o mundo está “no cano de uma guerra mais ampla”.
- A ONU designou o diplomata francês Jean Arnault como enviado especial para o conflito na região.
- O bloqueio parcial do estreito de Ormuz está reduzindo o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes, segundo Guterres.
- Ele pediu o fim das operações militares de Israel, Estados Unidos e Irã, e pediu que o Irã pare de atacar vizinhos; o Hezbollah também deveria cessar ataques e Israel suspender ações no Líbano.
- A ONU disse que continua trabalhando para minimizar as consequências da guerra, destacando que a melhor saída é o fim imediato do conflito.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou a situação no Oriente Médio como fora de controle, nesta quarta-feira (25.mar.2026), em Nova York. Ele pediu o fim das operações militares de Israel, dos EUA e do Irã e anunciou a designação de Jean Arnault, diplomata francês, como enviado pessoal da ONU para a região. A ONU mantém o foco em minimizar as consequências da guerra.
Guterres afirmou que já mantém contatos com autoridades da região e de outros lugares, enquanto várias iniciativas de diálogo seguem em andamento. O envio de Arnault busca impulsionar a diplomacia diante da escalada e dos riscos humanitários.
Além disso, o secretário-geral destacou que a escalada impacta o comércio global e afirmou que a melhor solução é a suspensão dos conflitos o quanto antes. Ele pediu responsabilidade aos envolvidos, com ênfase em proteção de civis.
Ormuz e impactos logísticos
Em rede social, Guterres ressaltou que o fechamento do estreito de Ormuz compromete o fluxo de petróleo, gás e fertilizantes, em plena safra de plantio global. O estreito é visto como critical para o abastecimento regional e global.
Na última terça (24.mar.2026), o chanceler iraniano afirmou que o estreito está aberto para navios de países não envolvidos na guerra. A declaração ocorreu durante reunião com o ministro chinês Wang Yi.
O conflito já provoca efeitos econômicos, com seguradoras elevando preços de frete marítimo e incidentes que danificaram instalações de gás e petróleo na região. Analistas apontam que os impactos se estenderão nos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade