- A Maersk disse que o Oriente Médio tem uma necessidade urgente de importações de alimentos devido à guerra no Golfo Pérsico, em pronunciamento na assembleia de acionistas na quarta-feira (25).
- Países do Conselho de Cooperação do Golfo importam até 85% de seus alimentos, segundo o Fórum Econômico Mundial.
- A paralisação do transporte marítimo no Golfo levou a quase interrupção das operações, impactando cadeias de suprimentos globais.
- A Maersk suspendeu temporariamente reservas de carga para portos da região e criou sobretaxas emergenciais de combustível para compensar custos maiores.
- A concorrente Hapag-Lloyd informou perdas de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por semana devido à crise envolvendo o Irã, com custos adicionais de combustível, seguro e armazenagem.
A região do Oriente Médio enfrenta uma necessidade urgente de importar alimentos, interrompida pela guerra no Golfo Pérsico. A afirmação foi feita nesta quarta-feira durante a assembleia geral anual de acionistas da Maersk, pelo presidente do conselho da empresa.
Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, os países do Conselho de Cooperação do Golfo importam até 85% de seus alimentos, evidenciando a dependência regional de logística externa em tempos de conflito.
O conflito começou com ataques na região e restrições no Estreito de Ormuz, levando a uma quase paralisação do transporte marítimo no Golfo e impactos amplos nas cadeias globais de suprimentos.
A Maersk informou a suspensão temporária de reservas de carga para portos da região e a adoção de sobretaxas emergenciais de combustível para compensar o aumento de custos operacionais.
A empresa mantém operações com mais de 6.000 funcionários na região, atuando em serviços de transporte e logística para clientes locais, segundo o chair Robert Maersk Uggla.
A Maersk ressalta que a demanda por soluções de cadeia fria, como contêineres refrigerados, continua essencial para o abastecimento, especialmente diante das dificuldades de acesso ao Golfo devido ao Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, a concorrente Hapag-Lloyd afirmou enfrentar custos adicionais de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões por semana, motivados por maiores gastos com combustível, seguros e armazenamento.
Desdobramentos e custos
Mercados globais observam impactos na formação de preços e no fluxo de mercadorias, com potência regional tentando realocar cargas por vias alternativas até a normalização.
Fontes de indústria indicam que operadores estão buscando rotas alternativas e parcerias logísticas para manter suprimentos básicos chegando aos países do Golfo.
Autoridades e empresas analisam medidas para mitigar interrupções, incluindo ajustes de frete, seguro e planejamento de estoque crítico para evitar desabastecimentos.
Entre na conversa da comunidade