- O Paquistão disse à Reuters ter entregue ao Irã uma proposta dos Estados Unidos; a Turquia também pode ser palco de negociações para reduzir a escalada no Golfo.
- O Irã não confirmou disposição para negociar e críticas foram feitas à diplomacia de Washington por parte de autoridades iranianas.
- A proposta citada envolve remoção de estoques de urânio altamente enriquecido, interrupção do enriquecimento, restrições ao programa de mísseis balísticos e fim do financiamento a aliados regionais.
- Após os relatos, os preços do petróleo caíram e as ações se recuperaram, com mercados aguardando o desfecho de quase quatro semanas de conflito.
- Ataques continuam na região, com ações aéreascas em alvos próximos ao Irã e ataques de mísseis e drones contra Israel; os EUA planejam enviar milhares de tropas para o Golfo.
O Paquistão informou à Turquia e ao Irã ter retransmitido aos iranianos uma proposta elaborada pelos Estados Unidos para reduzir a escalada no Golfo. A comunicação foi feita nesta semana, segundo fontes iranianas que falaram à Reuters sob condição de anonimato. Não há confirmação de detalhes sobre o conteúdo do plano de 15 pontos.
A fonte afirmou que o Irã tem considerado a iniciativa, embora negue negociações formais com o governo de Donald Trump. Também destacou que a Turquia estaria atuando como facilitadora das conversas e que Teerã poderia realizar encontros em locais neutros, como Paquistão ou Turquia.
Contexto internacional e impactos
Após a divulgação, o mercado de petróleo recuou e as bolsas levaram a recuperação observada nas últimas semanas, com investidores buscando sinais de fim do conflito. Três fontes ligadas ao gabinete israelense disseram ter sido informadas de propostas que incluiriam retirada de urânio enriquecido, suspensão de enriquecimento, restrições ao programa de mísseis balísticos e fim de apoio a aliados regionais.
O Pentágono, por sua vez, planeja enviar milhares de tropas para o Golfo, aumentando opções para possível ação terrestre. Dois contingentes de fuzileiros já estariam a caminho, com a primeira Unidade Expedicionária a bordo de um navio de assalto que pode chegar ainda neste mês.
Reação do Irã e avaliação diplomática
O Irã não confirmou disposição para negociações. Portavoces militares e do Ministério das Relações Exteriores criticaram as tentativas de Trump de criar expectativas diplomáticas. Um porta-voz do comando militar disse que não haverá acordo com as potências ocidentais. O ministério ressaltou que negociações nucleares já estavam em curso antes das ações recentes.
Israel demonstrou ceticismo quanto à proposta iraniana, temendo que sirva apenas como trampolim para concessões internacionais. Enquanto isso, o Irã informou o Conselho de Segurança da ONU e a Organização Marítima Internacional que navios não hostis podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que coordenem ações com autoridades iranianas.
Desdobramentos no cenário do Golfo
Quase quatro décadas após o início de confrontos na região, ataques aéreos, drones e mísseis continuam entre Irã, Israel e aliados regionais. Relatos indicam ataques a infraestrutura em Teerã e a instalações de mísseis, além de ações de represália por parte de forças iranianas em várias frentes.
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