- O presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, iniciou a primeira visita à Coreia do Norte, em Pyongyang, recebido com tapete vermelho para fortalecer laços entre os dois aliados de Putin.
- Kim Jong-un, segundo a passagem, forneceu milhões de cartuchos de munição à Rússia e enviou tropas para ajudar na ofensiva na região de Kursk, em agosto de 2024.
- Belarus já foi usado como base de lançamento na invasão russa de 2022 e concordou em abrigar mísseis nucleares táticos russos em seu território.
- Lukashenko prestou homenagens no Palácio do Sol de Kumsusan e houve divulgação de foto em que ele abraça Kim Jong-un.
- A viagem ocorre em meio a sanções internacionais e ao histórico de cooperação entre os dois países, com os EUA indicando possível visita de Lukashenko à Casa Branca em breve após avanços diplomáticos.
Aleksandr Lukashenko, presidente de Belarus, chegou a Pyongyang nesta quarta-feira (25) para sua primeira visita à Coreia do Norte. O objetivo é discutir o fortalecimento de laços entre os dois aliados próximos da Rússia, segundo informações oficiais.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, recebeu Lukashenko com tapete vermelho na capital norte-coreana. Crianças acenaram bandeiras de ambos os países durante a recepção, que ocorreu no Palácio de Kämsusan (Kumsusan). Depois, os dois lideraram reuniões formais e abraçaram-se em imagem divulgada pela presidência bielorrussa.
A visita ocorre em meio a sanções internacionais impostas aos dois países por questões de armas e direitos humanos. Belarus abriga mísseis nucleares táticos russos e já serviu como base de apoio à invasão da Ucrânia; a Coreia do Norte é alvo de sanções por seu programa nuclear. A reunião visa, segundo nota oficial, ampliar cooperação entre Minsk e Pyongyang.
Belarus e Coreia do Norte têm histórico de encontros de alto nível com líderes ocidentais, incluindo o ex-presidente dos EUA Donald Trump, em momentos distintos. Nos últimos meses, Washington sinalizou avanços diplomáticos com Belarus, como alívio parcial de sanções em troca de liberação de presos políticos. A visita de Lukashenko ocorre apenas seis dias após ele anunciar a libertação de mais detidos, em conversa com o enviado de Trump.
Contexto e desdobramentos
A reunião entre Lukashenko e Kim Jong-un acontece em um momento de redefinição diplomática regional. Observadores apontam que o encontro reforça alianças entre países afastados de potências ocidentais.
Fontes oficiais não detalharam os próximos passos da agenda, mas indicam que a cooperação econômica e estratégica deve ganhar espaço nas conversas. A transmissão de informações sobre eventuais acordos permanece restrita.
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