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VW estuda fabricar peças para o Iron Dome de Israel, aponta relatório

Volkswagen negocia com Rafael para converter a fábrica de Osnabrück em fornecedora de componentes de defesa, salvando 2.300 empregos e sem produzir armas

FILE. The Volkswagen headquarters in Wolfsburg, Germany, 9 Dec. 2024
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  • A Volkswagen está em conversas com a Rafael Advanced Defense Systems, de Israel, sobre possivelmente transformar a fábrica de Osnabrück, ameaçada de fechamento, em unidade que produza peças para defesa.
  • A empresa alemã afirma que não produzirá armas e não confirmou oficialmente as negociações, dizendo estar em diálogo com vários parceiros num processo de revisão do site.
  • A ideia seria manter até 2.300 empregos no local caso a planta feche completamente; um eventual acordo com a Rafael poderia salvar esses empregos.
  • A conversão poderia ocorrer em 12 a 18 meses e dependeria da aprovação dos trabalhadores, além de exigir investimento relativamente baixo.
  • Caso vire realidade, a planta poderia produzir componentes para o sistema Iron Dome, como caminhões pesados, lançadores e geradores, sem fabricar os mísseis.

Volkswagen está em conversas com a Rafael Advanced Defense Systems, de Israel, sobre a possibilidade de converter a fábrica de Osnabrück, na Alemanha, para produzir peças ligadas à defesa. A negociação ocorre em meio a rumores veiculados pela imprensa.

A empresa não confirmou diretamente os relatos de contato com Rafael, dizendo apenas que está em diálogo com diversos participantes do mercado como parte de um processo de avaliação aberto para o site, após o fim da produção de carros prevista para 2027.

A fábrica de Osnabrück, considerada pequena entre as unidades da VW, é uma fonte importante de empregos na região. A possibilidade de mudança de foco poderia manter ou salvar os empregos dos cerca de 2,3 mil trabalhadores.

A declaração da VW destacou que a produção de armas continua fora de questão, reiterando que não há decisões concretas sobre o futuro do site. A companhia afirmou que não se envolve em especulações sobre planos para Osnabrück.

O polo produtivo tem explorado usos alternativos em projetos de pequena escala e séries especiais, com a expectativa de retornar com propostas concretas sobre o futuro do espaço. O desfecho ainda está por ser visto.

Caso haja acordo com Rafael, poderia haver continuidade dos 2,3 mil empregos na planta, que hoje enfrenta o risco de fechamento. A cooperação com a fabricante israelense marcaria uma integração maior entre indústria automotiva alemã e setor de defesa.

Do ponto de vista de Israel, a Alemanha é vista como localização estratégica, dada a relação de confiança entre os dois países em projetos sensíveis. Historicamente, veículos militares já foram fabricados por parcerias semelhantes envolvendo a Rheinmetall MAN Military Vehicles.

A transformação da produção em Osnabrück exigiria investimento relativamente baixo e poderia ocorrer em 12 a 18 meses, desde que haja aprovação dos trabalhadores. A participação sindical é apontada como possível obstáculo relevante.

Segundo apurações, a planta poderia fabricar componentes para o sistema de defesa Iron Dome, incluindo veículos pesados para transporte de mísseis, lançadores e geradores de energia, sem fabricar os mísseis em si.

A VW reiterou que não produzirá interceptores e mantém a linha de que não há intenção de ampliar a produção de armas. A cotação das ações da empresa registrou leve alta pela manhã.

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