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Ataques da ADF em áreas de mineração de ouro deixam mortos na África

ADF ataca vilarejos na Ituri, deixando cerca de cinquenta mortos e mais de trinta mil deslocados, com igrejas vazias e escolas fechadas

Estruturas queimadas e escombros deixados após ataques das ADF na África
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  • ADF atacaram os vilarejos de Muchacha e Babesua, em Ituri, deixando dezenas de mortos e provocando saques, incêndios e fechamento de igrejas, escolas e centros de saúde.
  • Ao todo, cerca de 50 civis foram mortos e mais de 31.600 pessoas foram deslocadas desde a segunda quinzena de março de 2026.
  • Muchacha foi atacada na noite de 11 para 12 de março; Babesua, em 16 de março, com relatos de assassinatos, sequestros e destruição de bens.
  • ADF reivindicou responsabilidade; o governo da RDC disse que o Estado Islâmico também reivindicou os ataques. As Forças Democráticas Aliadas são associadas ao Estado Islâmico desde 2019.
  • Em 24 de março, as FARDC retomaram Muchacha após confrontos em minas de ouro de propriedade chinesa; comunidades vizinhas ficaram desertas.

O grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF) continua a atuar no leste da República Democrática do Congo (RDC), provocando mortes, saques e deslocamentos. Na segunda quinzena de março de 2026, cerca de 50 civis foram mortos e mais de 31.600 pessoas passaram a buscar abrigo fora de suas casas.

Membros das ADF atacaram os vilarejos de Muchacha e Babesua, na província de Ituri. Muchacha registrou 35 mortes, enquanto Babesua teve 15 vítimas, conforme a coordenação da sociedade civil de Ituri. Os ataques deixaram igrejas vazias e estruturas destruídas.

Ataques noturnos em Muchacha e nova onda em Babesua

Em Muchacha, o ataque ocorreu entre 11 e 12 de março, com relatos de assassinatos, saques e sequestros. Em Babesua, em 16 de março, dez pessoas foram mortas e casas, veículos e acampamentos de mineração foram incendiados. Igrejas, escolas e centros de saúde ficaram fechados.

Reação oficial e resposta humanitária

O governo da RDC condenou as ações, anunciou que o ataque havia sido reivindicado pelo Estado Islâmico e reiterou o compromisso de combater os grupos terroristas. O reverendo Kitika confirmou a ausência de atividades religiosas no domingo seguinte e a fuga de moradores para outras localidades.

Deslocamento e assistência às famílias

Relatórios indicam que cerca de 31.600 pessoas se deslocaram para Bafwasende, Mangurejipa e outras regiões. Igrejas locais passaram a acolher crianças deslocadas, com relatos de crianças buscando abrigo em instituições religiosas.

Controle das áreas e desdobramentos

A FARDC informou ter retomado o controle de Muchacha em 24 de março, após confrontos perto de minas de ouro de propriedade chinesa. Vídeos mostraram aldeias vazias e comunidades desertas após os ataques.

Contexto e apelos humanitários

A violência persiste em áreas próximas à Reserva Natural de Okapi, próxima à fronteira com Uganda, onde há atividade de mineração. Organizações humanitárias ressaltam a necessidade de proteção civil, acesso a serviços básicos e apoio a deslocados.

Fonte e contexto institucional

As informações refletem dados da coordenação da sociedade civil de Ituri, autoridades governamentais da RDC, Rádio Okapi e agências humanitárias. As fontes destacam o agravamento da violência e o impacto sobre comunidades locais.

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