- A aeronave da United Airlines, Boeing 737-800, com 162 passageiros e seis tripulantes, seguia para o Aeroporto John Wayne, na Califórnia, quando um helicóptero Black Hawk do Exército cruzou à frente na terça-feira (24).
- A FAA (Administração Federal de Aviação) informou que as duas aeronaves ficaram separadas por 160 metros na vertical.
- A Guarda Nacional da Califórnia detalhou que o helicóptero retornava a Los Alamitos, em rota de regras de voo visual, após treino, em contato com o controle de tráfego aéreo.
- O voo da United foi alertado pelo controle para manter atenção ao helicóptero e os pilotos nivelaram a aeronave antes de pousar com segurança.
- A autoridade investiga possível violação da política de separação visual; a FAA aprovou, em março, regra que não permite depender apenas da separação visual, e comissões da Câmara aprovaram projeto sobre o tema, em meio a mudanças decorrentes de incidentes recentes.
Um avião da United Airlines, com 168 pessoas a bordo, quase colidiu com um helicóptero militar dos EUA próximo ao Aeroporto John Wayne, na Califórnia. O incidente ocorreu na terça-feira, 24 de fevereiro, durante a aproximação para o aeroporto. A aeronave comercial recebeu alerta do controle de tráfego e conseguiu pousar com segurança.
Aeronave da United era um Boeing 737-800, com 162 passageiros e seis tripulantes, que seguia para o John Wayne. Segundo o Flightradar24, as duas aeronaves passaram a apenas 160 metros de distância verticalmente. A FAA abriu investigação para apurar a possível violação de regras de separação.
A Guarda Nacional da Califórnia confirmou que o helicóptero envolvido era da própria guarda, baseado na Base de Treinamento Conjunto de Los Alamitos, em missão de rotina com retorno ao aeródromo de Los Alamitos. A aeronave civil acabou avisada pelo controle de tráfego e reduziu a altitude, pousando em segurança.
Contexto regulatório e desdobramentos
A FAA está avaliando se houve violação da política recente que restringe a separação visual entre helicópteros e aviões em áreas próximas a grandes aeroportos. Em março, a agência já havia publicado regra que proíbe depender apenas dessa separação entre aeronaves.
A investigação ocorre em meio a preocupações renovadas sobre segurança de tráfego aéreo após choques anteriores entre aviões comerciais e helicópteros militares. Não houve ainda conclusão sobre responsabilidades ou falhas operacionais no caso específico.
Duas comissões da Câmara dos EUA aprovaram legislação para reforçar a separação entre helicópteros e aeronaves. A FAA também citou dois incidentes recentes para embasar as novas regras, incluindo uma colisão registrada em 2025 que matou 67 pessoas perto de Washington.
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