- O governo brasileiro manterá o apoio à candidatura de Michelle Bachelet à secretaria-geral da Organização das Nações Unidas, mesmo após o Chile retirar o respaldo do próprio país.
- A administração brasileira afirma que nenhum dos concorrentes tem experiência equivalente à de Bachelet, que já dirigiu órgãos da ONU e foi presidenta do Chile.
- O Chile afirmou que adotará posição neutra, enquanto o cargo é disputado por quatro candidatos: Bachelet, o argentino Rafael Mariano Grossi (diretor da Agência Internacional de Energia Atômica), a costarriquenha Rebeca Grynspan e o ex-presidente do Senegal, Macky Sall.
- A candidatura de Bachelet não depende de apoio chileno para seguir, já que a decisão será tomada pelo Conselho de Segurança, com poder de veto de EUA, China e Rússia.
- O Brasil acompanha o processo com cautela, aguardando debates entre candidatos em Nova York, que devem começar em abril, e ressaltando que o cenário pode mudar conforme o apoio dos membros permanentes.
O governo brasileiro manterá o apoio à candidatura de Michelle Bachelet à secretaria-geral da ONU, mesmo após o Chile retirar o respaldo do próprio país. A decisão ocorre sem reação pública de Brasília até o momento. Bachelet já presidiu o Chile em dois mandatos e teve atuação em órgãos da ONU, o que, segundo o Planalto, confere experiência relevante para o cargo.
A mudança no Chile ocorreu com a posse de José Antonio Kast, em 11 de março, após apoio inicial a Bachelet em governos anteriores. Hoje, quatro candidatos disputam a vaga: três latino-americanos — Bachelet, Rafael Grossi (argentino e atual chefe da AIEA) e Rebeca Grynspan (Costa Rica) — e Macky Sall, do Senegal, listado como possível candidato africano.
O processo de escolha não passa pela Assembleia Geral, mas pelo Conselho de Segurança da ONU, onde potências com veto atuam. Pequim já sinalizou que só apoiará uma candidata latino-americana se houver consenso do seu país, o que não ocorre com Bachelet. Os debates entre candidatos devem ocorrer a partir de abril, em Nova York.
Desafios para Bachelet não se limitam ao Chile. A retirada de apoio externo ao Brasil pode influenciar adversários, mas juridicamente não impede a eleição. O Brasil destaca que o cenário ainda está no começo e que outros concorrentes também precisarão enfrentar objeções de membros permanentes.
O Brasil continua avaliando o quadro e prefere manter a posição neutra, observando a organização dos campos concorrentes. Além disso, o governo ressalta que o objetivo é apoiar uma liderança com competência para coordenação internacional, sem entrar em atritos com países aliados ou rivais.
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