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Como o plano de Trump para obter combustível nuclear do Irã funcionaria

Especialistas dizem que operação terrestre para recolher urânio enriquecido no Irã seria extremamente complexa, com alto risco aos militares e possibilidade de falha

A highly enriched uranium billet.
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  • Presidente Donald Trump e autoridades de defesa avaliam enviar tropas terrestres a Irã para recuperar o urânio altamente enriquecido; detalhes sobre tropas, forma de retirada e destino não foram informados.
  • Relatórios indicam planos iminentes de deslocar três mil soldados da 82ª Divisione Aerotransportada para o Oriente Médio, mas a ordem ainda não foi anunciada.
  • Especialistas dizem que qualquer operação terrestre seria extremamente complexa, com alto risco para soldados e potencialmente invivável; até dez locais no Irã poderiam ser alvos, incluindo instalações de enriquecimento em Isfahan, Natanz, Fordow e outras.
  • As formas de operação variam entre uma retomada direta do material—em barris de hexafluoreto de urânio dentro de grandes depósitos de cimento—ou ataques aéreos para enterrar o material e desativar entradas subterrâneas.
  • Em caso de recuperação, o material poderia ser levado aos EUA para diluição ou armazenado por autoridades americanas, com participação provável do Departamento de Energia e da Agência de Redução de Ameaças, sob proteção de unidades especiais.

O governo dos Estados Unidos avalia a possibilidade de enviar tropas de terra para o Irã com o objetivo de recuperar urânio altamente enriquecido. A discussão envolve autoridades de Defesa e a Casa Branca, mas há pouca clareza sobre onde o material ficaria ou como seria transportado.

Segundo fontes, a operação poderia envolver forças especiais apoiadas por contingentes mais amplos. O temor é de alto risco para militares e de complexidade logística, com várias instalações alvos em mira, segundo especialistas.

Analistas ouvidos pela WIRED apontam que qualquer versão de ataque terrestre exigiria semanas de ações simultâneas em locais distantes entre si, incluindo usinas de enriquecimento e minas de minério. O Isfahan abriga grande parte do urânio de 60%.

Detalhes da possível ofensiva

Especialistas citam locais como Isfahan, Arak, Darkhovin, Natanz, Fordow, Parchin, Saghand, Chine, Yazd e a usina de Bushehr como alvos prováveis. Ações poderiam envolver invasões subterrâneas, com parte do material armazenada em grandes cubas de hexafluoreto de urânio.

O risco para unidades de operações especiais aumenta em função de áreas subterrâneas. A incursão exigiria, entre outros recursos, equipamentos de escavação pesado para lidar com estruturas enterradas e possíveis danos a vasilhames de urânio.

Preparação e alvos

Especialistas destacam que boa parte dos alvos já sofreu danos ou foi parcialmente soterrada em ataques anteriores. Isfahan, provavelmente intacta, pode exigir cercamento rígido e vigilância intensa para impedir a fuga de material.

O cenário prevê uso de bombardeios prévios para abrir caminho e reduzir resistência, seguido de entrada noturna por tropas de operações especiais, com apoio de unidades rápidas de reação. A logística dependeria de unidades como Delta Force ou SEAL Team 6.

Retenção, transporte e destino final

Caso o material seja recuperado, autoridades avaliariam se seria deslocado ou diluído no local. Uma opção discutida é levar o material aos Estados Unidos para processamento, reduzindo o nível de enriquecimento.

Outra possibilidade aponta para armazenamento seguro em instalações classificadas, com coordenação entre DoE e Defense Threat Reduction Agency. O apoio de forças de proteção seria essencial em qualquer transferência.

Panorama e contexto

Especialistas ressaltam que a operação seria extremamente arriscada e possivelmente inviável. A viabilidade depende de muitos fatores, incluindo condições do terreno, inteligência disponível e a capacidade de controle de áreas próximas aos alvos.

Autoridades brasileiras não comentaram o assunto. As informações sobre planos e avaliações permanecem sem confirmação oficial e podem evoluir conforme o andamento de contatos diplomáticos e estratégicos.

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