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Depoimento de guarda levanta dúvidas sobre morte de Epstein

Depoimento de guarda levanta novas perguntas sobre a morte de Epstein, em meio a falhas de câmeras e controvérsias sobre rondas de 30 minutos

Jeffrey Epstein em registro policial
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  • Tova Noel foi convocada para depor perante o Comitê de Supervisão da Câmara sobre a morte de Epstein; o depoimento foi adiado por agenda.
  • Noel e o colega tinham a missão de checar Epstein a cada trinta minutos na noite da morte; o Centro Correcional Metropolitano permanece fechado desde 2021.
  • Documentos do Departamento de Justiça, divulgados em 2023, mostraram falhas de câmeras próximas à cela e novos detalhes sobre as últimas horas de Epstein, além de uma pesquisa de Noel sobre o tema menos de uma hora antes do corpo ser encontrado.
  • Também aparecem alegações de destruição de documentos por funcionários da prisão nos dias seguintes à morte, segundo relatos de detentos.
  • Noel e o colega foram acusados de conspiração e falsificação de registros, mas as acusações foram suspensas sob acordo; investiga-se ainda o que ocorreu naquela noite.

Tova Noel, guardas de plantão na noite em que Jeffrey Epstein morreu, foi chamada para depor perante o Comitê de Supervisão da Câmara. O depoimento estava marcado para quinta-feira (26) mas foi adiado por agenda.

Noel iniciou a ordem de serviço na Unidade de Habitação Especial do Centro Correcional Metropolitano de Nova York na mesma semana em que Epstein foi preso, em julho de 2019. Ela deveria fazer rondas a cada 30 minutos, ao lado de Michael Thomas.

A divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça reacende dúvidas sobre as últimas horas de Epstein e as atividades dos funcionários da prisão. As informações novos não explicam completamente as circunstâncias do falecimento.

Depoimento e contexto

Câmeras próximas à cela de Epstein não registraram o momento da morte devido a falha antiga no sistema, conforme relatório de 2023 do DOJ. Noel e Thomas já haviam sido acusados de dormir em serviço na noite da morte.

Os documentos também mostram depósitos em dinheiro realizados por Noel nos meses anteriores à morte e que ela pesquisou notícias sobre Epstein na prisão pouco antes de ser encontrado. Os papéis indicam ainda que Noel teve gastos com a venda de um veículo novo.

O relatório do inspetor-geral indica que metade das câmeras da prisão não funcionava, o que dificultou a coleta de imagens para o FBI e para as investigações internas. O Centro Correcional Metropolitano foi temporariamente fechado em 2021 para reformas e permanece fechado.

Desdobramentos e alegações

Em 2019, Noel e Thomas foram acusados de conspiração e de falsificação de documentos sobre as rondas de verificação. As acusações foram retiradas sob acordo de suspensão condicional de processo, com serviço comunitário e cooperação com investigações.

Investigadores também registraram alegações de que detentos tinham testemunhado destruição de documentos relacionados ao caso nos dias seguintes à morte. Não houve conclusão que ligasse diretamente a conduta de Epstein a pressões externas.

As investigações ressaltam a complexidade do episódio, com várias falhas de segurança já documentadas e mudanças administrativas no Centro Correcional Metropolitano. As investigações continuam para esclarecer as responsabilidades.

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