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Deputado italiano afirma que ninguém é intocável na extradição de Zambelli

Bonelli afirma que ninguém é intocável diante de crimes; alerta contra interferência política de Meloni na extradição de Carla Zambelli

Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)
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  • A Justiça italiana aceitou a extradição da ex-deputada brasileira Carla Zambelli (PL) para o Brasil.
  • O deputado italiano Angelo Bonelli afirmou que “ninguém é intocável se cometeu crimes”.
  • Bonelli destacou ter cobrado o governo de Giorgia Meloni pela extradição e relatou às autoridades italianas a localização de Zambelli, o que levou à prisão.
  • A defesa de Zambelli pode recorrer ao Supremo Tribunal de Cassação; se a corte mantiver a decisão, haverá aplicação do artigo 708 do Código Penal italiano, com o ministro da Justiça, Carlo Nordio, tendo até 45 dias para decidir.
  • Se o prazo vencer sem decisão favorável à extradição ou se a decisão for contrária, Zambelli poderá ser solta.

A Justiça italiana aceitou nesta quinta-feira, 26, a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) para o Brasil. A decisão foi comunicada pela Justiça de Roma e envolve acusações de crimes graves no caso em análise.

O deputado italiano Angelo Bonelli respondeu à decisão, enfatizando que ninguém está acima da lei. Bonelli afirmou que, mesmo com a alegação de imunidade de Zambelli, a justiça italiana pode agir quando há indícios de crime. Ele ressaltou que a extradição pode seguir adiante caso as instâncias superiores não freiem o processo.

Bonelli foi quem informou às autoridades italianas, em julho do ano passado, o endereço da ex-deputada, o que contribuiu para a sua prisão. O deputado disse que seu papel foi guiado por um forte senso cívico e lembrou que a defesa de Zambelli ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal de Cassação.

Caso a Corte mantenha a decisão desta quinta-feira, o procedimento natural prevê que o ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, tenha até 45 dias para decidir pela extradição. Esse prazo pode ser estendido ou encerrado com a decisão ministerial.

Se o ministro decidir pela extradição, Zambelli será entregue ao Brasil para cumprimento do desfecho judicial. Caso o prazo expire sem decisão ou se o ministro negar a extradição, a ex-parlamentar pode ser liberada.

Bonelli encerrou destacando a necessidade de evitar qualquer interferência política no caso, que envolve acusações graves. O parlamentar afirmou que, como membro do Parlamento, busca assegurar que decisões judiciais não sejam influenciadas por fatores político-partidários.

Fontes associadas ao caso indicam que a defesa de Zambelli ainda pode recorrer a instâncias superiores, mantendo o desfecho em aberto enquanto permanecem vias legais para contestação. A CNN Brasil informou sobre o posicionamento de Bonelli e as etapas do processo.

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