- O ex-primeiro-ministro Lionel Jospin morreu aos 88 anos no último domingo, reconhecido por reformas sociais de seu governo entre 1997 e 2002.
- O velório de Estado ocorreu em Les Invalides, Paris, na presença do presidente Emmanuel Macron, ministros e outras autoridades, além da viúva Sylviane Agacinsky.
- Macron destacou que Jospin modernizou a vida econômica, social e democrática do país de forma inédita.
- Durante seu mandato, ele reduziu a semana de trabalho para trinta e cinco horas, expandiu a assistência médica gratuita e criou uniões civis para casais do mesmo sexo.
- Jospin será enterrado no cemitério de Montparnasse, em funeral aberto ao público, com milhares de pessoas esperadas.
O ex-primeiro-ministro Lionel Jospin foi lembrado nesta quinta-feira em Paris, num funeral nacional liderado pelo presidente Emmanuel Macron. A cerimônia ocorreu no histórico monumento Les Invalides, onde o corpo foi recebido pela guarda republicana e acompanhado pela viúva Sylviane Agacinsky. Jospin morreu no domingo, aos 88 anos, após uma longa carreira pública.
O evento contou com a presença de o alto escalão político, incluindo o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, além de figuras públicas de esquerda. O cortejo teve o corpo conduzido pela guarda até o pátio, ao soma de tambor, enquanto Macron prestava uma homenagem destacando a defesa da justiça e da liberdade pelo ex-dirigente.
Durante o discurso, Macron ressaltou que Jospin modernizou a vida econômica, social e democrática da França. Em seguida, a banda da Guarda Republicana executou a clássica Les Feuilles Mortes, canção que Jospin já havia cantado em televisão em 1984.
Legado e trajetória
Jospin, que liderou um governo de coalizão entre socialistas, verdes e comunistas em coabitação com Chirac, foi responsável por reduzir o desemprego e impulsionar o crescimento. Entre as reformas, destacou-se a semana de 35 horas de trabalho e a expansão da assistência médica gratuita, além da criação de uniões civis.
A cerimônia de despedida ocorre antes do sepultamento no cemitério de Montparnasse, no sul de Paris, com previsão de recebimento público por várias mil pessoas. O ex-primeiro ministro anunciou a saída da política na mesma noite da sua despedida.
Jospin também participou de cinema, aparecendo como himself na comédia romântica Le Nom des gens, lançada em 2010, que aborda temas da esquerda francesa. A produção contou com o envolvimento do diretor Michel Leclerc, que destacou a participação voluntária do político.
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