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Gabrielle Goliath expõe projeto cancelado da Bienal de Veneza fora do evento

Goliath apresenta Elegy em mostra independente em Castello, de 5 de maio a 31 de julho, após o pavilhão sul‑africano ficar vazio na Bienal de Veneza

Gabrielle Goliath says she intends to continue her legal battle against the cancellation of her project for South Africa’s Venice pavilion
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  • A artista sul-africana Gabrielle Goliath manterá a mostra de Elegy, projeto cancelado para o pavilhão da África do Sul na Bienal de Veneza, em uma exposição independente em Castello, em Castello, de 5 de maio a 31 de julho.
  • O pavilhão sul-africano foi cancelado pelo ministro Gayton McKenzie, líder do Patriotic Alliance, após discordâncias sobre a seção que aborda o genocídio Ovaherero e Nama na Namíbia e a morte de Hiba Abu Nada.
  • A nova versão de Elegy também será exibida no Ibraaz, em Londres, em outubro, com apoio da Bertha Foundation.
  • Goliath critica a decisão de manter o pavilhão vazio e mantém a batalha judicial em andamento para reverter o cancelamento, com audiência aguardada.
  • Ela destaca que a obra continua por meio de intervenções independentes e que a mobilização envolve uma rede de apoiadores e a comunidade artística.

Gabrielle Goliath, artista sul-africana, anunciou que manterá a circulação de Elegy, instalação sobre femicídio e morte de pessoas LGBTQI+ na África do Sul, apesar de a participação no pavilhão oficial da África do Sul na Bienal de Veneza ter sido cancelada. A obra será apresentada em outra localização em Veneza.

O ministério de Esportes, Artes e Cultura da África do Sul cancelou, em janeiro, o projeto previsto para o pavilhão nacional na 61ª Veneza Biennale. A decisão foi tomada pelo ministro Gayton McKenzie, líder do partido Patriotic Alliance, após críticas a uma parte da série que aborda genocídio namibiano e a morte de uma poeta palestina.

Goliath informou que a versão renovada de Elegy será exibida entre 5 de maio e 31 de julho, em Chiesa di Sant’Antonin, no Castelo de Veneza, próxima ao pavilhão sul‑africano. A artista descreveu a mudança como um movimento ambíguo, com o peso da decisão pública sobre a liberdade de expressão.

Controvérsia e processo judicial

Goliath e a curadora Ingrid Masondo acionaram o Tribunal Superior de Pretoria, em fevereiro, buscando anular a decisão de McKenzie. A corte inicialmente rejeitou o pedido, considerado pela comunidade artística sul‑africana como um duro golpe à liberdade criativa. O pleito segue em andamento, com a defesa aguardando data de audiência.

A equipe jurídica continua o recurso e aguarda indicação de Mamoloko Kubushi, a juíza responsável, sobre o cronograma do novo desfecho. A artista afirmou não desistir, enfatizando a importância estratégica da mobilização para evitar precedentes de interferência governamental na expressão artística.

Goliath também destacou o impacto institucional da decisão: o espaço vazio do pavilhão é visto como símbolo de desconsideração sistêmica que normaliza a violência contra mulheres negras e queer em várias regiões, incluindo Gaza, Namíbia e África do Sul.

Exposição adicional em Londres

Elegy também terá uma mostra em Ibraaz, em Londres, em outubro, com apoio da Bertha Foundation. A iniciativa é descrita pela organização como um espaço para alinhar arte a vozes do Global Majority.

A artista agradeceu o apoio recebido e ressaltou a continuidade do projeto como resposta à urgência política que envolve a obra. Segundo Goliath, a coletividade e o compromisso compartilhado sustentam o trabalho durante este período difícil.

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