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Itália aponta rede de apoio ligada a Carla Zambelli para se esconder em Roma

Corte de Apelação de Roma descreve rede de apoio que facilitou fuga de Carla Zambelli para a Itália, influenciando pedido de extradição

Carla Zambelli contou com plano e ajuda para escapar de prisão no Brasil, diz Justiça da Itália
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  • A Corte de Apelação de Roma descreveu que Carla Zambelli organizou e executou sua fuga do Brasil, contando com apoio familiar e uma rede de terceiros, além de aproveitar uma brecha nos controles aeroportuários italianos.
  • Ela deixou o Brasil em 5 de junho de 2025, partiu para os Estados Unidos e chegou à Itália vindo de Miami no dia seguinte à emissão da sentença do STF.
  • A Justiça italiana afirmou que houve uma janela em que o alerta vermelho da Interpol não estava nos sistemas de controle, permitindo a entrada de Zambelli na Itália sem detecção.
  • A ex-deputada permaneceu foragida por semanas, sustentada por uma rede de apoio que facilitou a latitância, segundo investigações da polícia judiciária italiana.
  • A decisão ordena a extradição para o Brasil para cumprir pena de 10 anos de reclusão por acesso abusivo a sistemas informáticos e falsidade ideológica, com condições de entrega, acesso consular e informes periódicos sobre saúde e detenção.

A Corte de Apelação de Roma registrou em sua sentença de extradição que a ex-deputada federal Carla Zambelli coordenou e executou sua fuga do Brasil. A decisão, com data de 12 de fevereiro de 2026, foi depositada no cartório em 26 de março. Ela descreve planejamento familiar, apoio de terceiros e uma brecha nos controles aeroportuários italianos.

A defesa de Zambelli afirmou que pretende recorrer da decisão. O documento aponta que a ex-parlamentar deixou o Brasil em 5 de junho de 2025, passando pelos EUA e chegando à Itália a partir de Miami, no dia seguinte à ordem de prisão do STF.

A brecha na imigração

A sentença aponta que Zambelli cruzou a imigração sem ser detectada ao não haver ainda registro da Red Notice da Interpol nos sistemas italianos. Após entrar na Itália, permaneceu foragida por semanas, segundo as investigações da polícia judiciária.

A rede de apoio para a permanência em Roma incluiu a locação de um apartamento na Via Borghetto di Vara, 13, onde vivia com o marido. O pai da ex-deputada estava presente no imóvel na prisão, em 29 de julho de 2025.

A Corte entendeu que a mudança dos EUA para a Itália não foi motivada por custos de vida, mas como parte de uma estratégia de fuga. O tribunal avaliou a rede de apoio como evidência de intenções de permanecer no território.

A decisão determina a extradição de Zambelli ao Brasil para cumprir pena de 10 anos de reclusão e pagar multa. Foram apontados como crimes acesso abusivo a sistemas informáticos e falsidade ideológica entre 2022 e 2023.

A sentença também estabelece condições para a entrega: o Brasil deve garantir acesso consular à italiana, manter comunicação reservada com advogados e fornecer informes trimestrais sobre saúde e detenção.

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