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Kallas: guerras Irã e Ucrânia estão interligadas pela Rússia

Kallas diz que guerras no Irã e na Ucrânia estão interligadas pela Rússia; pressão dos Estados Unidos contra Moscou e solução diplomática são cruciais

High Representative Kaja Kallas at the G7 meeting.
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  • A alta representante para a política externa da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que as guerras no Irã e na Ucrânia estão “muito interligadas” pela Rússia, durante o G7.
  • Ela pediu que os Estados Unidos aumentem a pressão econômica sobre o Kremlin, que, segundo ela, se beneficia com o aumento do preço do petróleo.
  • Kallas disse que a Rússia está ajudando o Irã com inteligência para mirar alvos dos Estados Unidos e, recentemente, com drones para ataques a países vizinhos e a bases americanas.
  • A dirigente defendeu uma saída diplomática e sugeriu que EUA, Israel e Irã se sentem para chegar a um acordo que encerre o conflito sem escalada.
  • O contexto inclui tensões sobre sanções e o recente movimento de Washington em aliviar parte das restrições a óleo iraniano e russo, com impacto nos mercados; Zelenskiy criticou condições vinculadas a garantias de segurança dos EUA.

A alta representante da UE, Kaja Kallas, afirmou que as guerras no Irã e na Ucrânia estão fortemente conectadas pela Rússia. Em Falkland? não, em Abbaye des Vaux de Cernay, França, durante a reunião de ministros de Relações Exteriores do G7, ela pediu maior pressão econômica norte-americana sobre Moscou.

Kallas alertou que a Rússia fornece drones e inteligência ao Irã para atingir alvos militares dos EUA no Oriente Médio e apoiar ataques a bases militares americanas. Segundo ela, esse elo entre os conflitos exige resposta firme de Washington para reduzir o apoio russo aos inimigos regionais.

O pedido ocorre em meio a relatos de que a Rússia estaria ajudando o Irã com inteligência e drones, ampliando o risco para forças e instalações estadunidenses na região. A dupla pressão sobre Moscou, segundo a dirigente, poderia reduzir a capacidade de Teerã de atuar contra interesses ocidentais.

Kallas ressaltou ainda que a Europa só entrará em uma coalizão para proteger o estreito de Hormuz após o fim das hostilidades na região. Ela citou a necessidade de uma saída diplomática para encerrar os conflitos de forma rápida e menos devastadora para o setor energético.

As declarações da líder europeia acompanham sinais de flexibilização de sanções sobre petróleo iraniano e russo, anunciados pelos Estados Unidos para acalmar os mercados. A medida, no entanto, gerou desconforto entre aliados europeus que veem impactos no abastecimento e nos preços.

Paralelamente, o conflito no Oriente Médio elevou a demanda por armamentos, o que complica a obtenção de defesas aéreas para a Ucrânia diante do aumento do fogo russo. O tema segue em pauta nas discussões do G7 e em reuniões com representantes de diversos países.

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