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Maduro volta a tribunal dos EUA por narcoterrorismo

Maduro retorna a tribunal federal de Nova York para dar continuidade a julgamento por narcoterrorismo, com poucas condenações previstas pela lei de 2006

Maduro ao deixar a prisão em Nova York (EUA) para ser transportado a um tribunal da cidade norte-americana em janeiro
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  • O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro retorna a um tribunal federal em Nova York para dar continuidade ao julgamento por narcoterrorismo, entre outras acusações, com audiência marcada para 26 de março de 2026.
  • A lei de narcoterrorismo, criada em 2006, tem histórico limitado de condenações e já envolveu 83 pessoas; 31 admitiram culpa, 8 aguardam julgamento e vários não estão sob custódia.
  • Dos casos julgados sob essa legislação, houve apenas quatro condenações em julgamento, com duas anuladas por falhas relacionadas à credibilidade de testemunhas.
  • Promotores ainda não divulgaram quem deve depor contra Maduro; um ex-general acusado disse estar disposto a colaborar, afirmando ver alguma base nas acusações.
  • Maduro nega irregularidades e afirma que as acusações são parte de uma ação política dos EUA; além do narcoterrorismo, ele responde a outras três acusações, incluindo conspiração para importação de cocaína, com pena mínima de vinte anos e possibilidade de prisão perpeta.

Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, volta a um tribunal federal em Nova York nesta quarta-feira, 26 de março de 2026, para dar continuidade ao julgamento em que é acusado de narcoterrorismo, entre outras imputações. A defesa sustenta inocência; a acusação busca provar a ligação entre tráfico de drogas e ações consideradas terroristas pelos EUA.

A denúncia baseia-se em uma lei de 2006 que visa combater o narcoterrorismo, com histórico limitado de condenações. Desde a criação da norma, 83 pessoas foram processadas; 31 admitiram culpa, 8 aguardam julgamento, e dezenas não estão sob custódia. As informações são da agência Reuters.

Histórico do caso aponta dificuldades para a acusação convencer o júri. Em apenas 4 julgamentos houve condenações, e em dois casos as decisões foram anuladas por irregularidades na credibilidade de testemunhas. O cenário reforça o desafio de provar conhecimento do réu sobre a relação entre tráfico e terrorismo.

Até o momento, promotores não divulgaram quem deve depor contra Maduro. Um ex-general, também acusado no mesmo processo, disse estar disposto a colaborar, afirmando ver uma base para as acusações, sem detalhar evidências.

Segundo a denúncia, Maduro liderou uma conspiração com membros de seu governo para facilitar o transporte de cocaína na Venezuela, com colaboração de traficantes, incluindo as Farc. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia foram classificadas como organização terrorista pelo governo norte-americano entre 1997 e 2021.

Maduro e demais acusados negam irregularidades, alegando motivação política por parte dos EUA. Além do narcoterrorismo, o ex-presidente responde a três outras acusações, entre elas conspiração para importação de cocaína. A pena mínima prevista para narcoterrorismo é de 20 anos, podendo chegar à prisão perpétua.

Contexto do caso

  • A audiência ocorre em Nova York, sob a jurisdição de tribunal federal.
  • A lei de narcoterrorismo utilizada é antiga, com aplicação recente em julgamentos de alto perfil.
  • O desfecho do processo depende de provas que demonstrem a relação entre tráfico e terrorismo.

Perspectivas legais

  • Procuradores buscam consolidar evidências de participação de Maduro no esquema.
  • Defensores enfatizam fragilidades probatórias e possíveis prejuízos processuais.
  • O resultado pode influenciar casos futuros envolvendo narcoterrorismo nos EUA.

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