- Noelia Castillo, 25 anos, faleceu em Barcelona após a aplicação de eutanásia, encerrando uma longa batalha judicial que ganhou ampla attention no país.
- O medicamento para pôr fim à vida foi administrado após um tribunal de Barcelona rejeitar o recurso final da família para suspender o procedimento.
- O caso ganhou notoriedade desde 2024, quando um comitê médico e jurídico da Catalunha aprovou o pedido dela, citando doença grave e incurável e sofrimento severo.
- Castillo enfrentava doença psiquiátrica desde a adolescência; após a segunda tentativa de suicídio em 2022, ficou sem mobilidade e usa cadeira de rodas.
- A família foi representada pelos Advogados Cristãos, organização conservadora, e o caso reacende o debate sobre a lei de eutanásia vigente desde 2021, que já permitiu atendimento a mais de mil pessoas. A Justiça Europeia dos Direitos Humanos também não interveio.
Noelia Castillo, uma mulher espanhola de 25 anos, morreu na quinta-feira em Barcelona após realizar a eutanásia. A morte ocorreu após uma batalha judicial que durou anos e levou a sua história ao debate público no país.
Castillo havia obtido permissão para o procedimento de eutanásia após avaliação médica na Catalunha, para uma condição séria e incurável que lhe causava sofrimento intenso. A autorização foi obtida mesmo diante de recursos familiares que tentaram interromper o processo.
A família acionou instâncias judiciais, mas a última apelação foi rejeitada por um tribunal de Barcelona. O recurso também não teve intervenção do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, segundo informações disponíveis.
Contexto e desdobramentos
A controvérsia envolve a lei de eutanásia vigente desde 2021 na Espanha, que permite o fim da vida para pacientes com doenças terminais ou condições permanentes e insuportáveis, desde que cumpridos requisitos médicos e de garantias. Desde então, mais de 1.100 pessoas já solicitaram o direito.
Castillo havia relatado lutas com saúde mental desde a adolescência e declarou ter buscado paz, em meio a críticas de familiares e apoiadores. Em entrevista veicular pouco antes da morte, ela expressou sentir-se incompreendida e pediu para descansar.
O caso repercutiu entre grupos religiosos e organizações conservadoras, que questionaram a aplicação da lei. A defesa alegou que a decisão refletia o direito da paciente à autonomia frente ao sofrimento, com apoio de avaliações independentes.
Especialistas destacam que o tema envolve ética, saúde mental e limites do direito de decidir. Organizações de defesa de pacientes e de saúde mental enfatizam a necessidade de redes de apoio e avaliação rigorosa.
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