- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, autorizou as Forças Armadas a abordar e deter navios russos em águas do Reino Unido para desmantelar a rede de embarcações que, segundo o governo, facilita a exportação de petróleo sancionado.
- Países europeus, como França, Bélgica e Suécia, intensificam ações para inibir a frota paralela de petroleiros russos, usada para financiar a guerra na Ucrânia.
- A medida pode forçar embarcações sancionadas a fazer viagens mais longas, contornando o Canal da Mancha, para manter o abastecimento de petróleo.
- O Reino Unido impôs sanções a quatrocentos e quarenta e quatro navios da frota paralela; estima-se que cerca de três quartos do petróleo bruto russo passe por esses navios.
- Em janeiro, forças britânicas auxiliaram os Estados Unidos a apreender um petroleiro ligado à Rússia e apoiaram uma operação francesa de abordagem no Mediterrâneo Ocidental.
O Reino Unido autorizou as Forças Armadas a abordar e deter navios russos em águas britânicas, visando desmantelar uma rede de embarcações que, segundo Londres, facilita a exportação de petróleo sob sanções ocidentais. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Keir Starmer nesta quinta-feira (26).
Starmer afirmou que a ação, a mais agressiva já autorizada, busca fechamento de rotas marítimas-chave usadas pela frota paralela russa. A justificativa é aumentar a pressão sobre o governo de Vladimir Putin em meio ao conflito com a Ucrânia.
O objetivo é impedir a passagem de petroleiros sancionados pela Europa. Autoridades britânicas indicam que, nos últimos 12 meses, pelo menos uma dúzia de navios russos sancionados têm cruzado o Canal da Mancha mensalmente, segundo informações oficiais.
Impactos operacionais
Militares e policiais britânicos deverão abordar embarcações que se recusem a se render ou que estejam armadas. Em caso de infração, proprietários, operadores e tripulantes podem responder legalmente por violações das sanções.
A decisão pode forçar navios russos sancionados a realizar viagens mais longas e caras, já que evitariam o Canal da Mancha, apontaram autoridades. A rota mais direta, de alto tráfego, passa pela região.
Contexto internacional
Países europeus, entre eles França, Bélgica e Suécia, ampliaram esforços para conter a chamada frota paralela. A medida britânica ocorre em um momento de maior coordenação ocidental para reduzir receitas da Rússia exportadora de petróleo, apesar de ventos contrários no cenário energético global.
O governo do Reino Unido informou que impôs sanções a centenas de navios da frota paralela russa. Estima-se que esse grupo seja responsável por grande parte do petróleo bruto russo transportado atualmente.
Observações sobre o cenário
Autoridades destacam que o petróleo de frotas paralelas financia a atividade de Moscou na guerra. Além disso, navios com estruturas de propriedade opacas são alvo de maior escrutínio devido a riscos ambientais, incluindo derramamentos e falhas mecânicas.
A medida britânica reflete uma tendência de endurecimento das regras de navegação para embarcações envolvidas em atividades sancionadas, com foco em redes comerciais que operam fora das sanções ocidentais.
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