- Os mercados globais voltaram a recuar com a alta do petróleo e o risco de um conflito prolongado no Irã, alimentando temores de inflação.
- O Brent chegou a US$ 110 por barril, e os títulos globais ficaram sob pressão, com rendimentos dos títulos de dois anos dos EUA subindo.
- O S&P 500 apagou ganhos, enquanto o ouro avançou cerca de 1,3%.
- O presidente dos EUA adiou o prazo para um acordo com o Irã, e a China abriu investigações comerciais retaliatórias contra os EUA.
- O Departamento da Defesa avalia envio de tropas ao Oriente Médio; EUA devem lançar um seguro para facilitar o transporte no Estreito de Ormuz, e Emirados Árabes Unidos participam de uma força-tarefa marítima.
Os mercados globais recuaram nesta sexta-feira (27) após avanços limitados nas ações dos EUA, com o petróleo em alta e o risco de um conflito prolongado no Irã pesando sobre o humor dos investidores. O Brent chegou a US$ 110 por barril, ante o fechamento anterior, ampliando temores de impacto sobre o fornecimento de energia.
Os futuros do S&P 500 passaram de ganhos, registrando queda após a maior perda diária desde o início do conflito. Títulos de referência de curto prazo sofreram pressão, com rendimentos de dois anos nos EUA acima de 4%. O dólar ficou estável e o ouro subiu cerca de 1,3%.
A cautela acompanha a incerteza sobre o desfecho do embate no Golfo. O governo dos EUA adiou o prazo para um acordo com o Irã, enquanto ataques danificaram infraestrutura de energia e interromperam rotas de petróleo e gás. A possibilidade de guerra mais longa preocupa investidores sobre inflação e política monetária.
Mercados sob pressão
A recuperação das ações dos EUA foi contida, refletindo maior aversão a risco. Analistas destacam que o desempenho ruim indica perda de confiança em anúncios conduzidos pela administração Trump, segundo Joachim Klement, da Panmure Liberum.
Investidores monitoram relatos conflitantes, como a possibilidade de envio de tropas adicionais aos atuais conflitos no Oriente Médio. O Pentágono discute o apoio logístico às operações, enquanto Israel informa ataques a alvos de mísseis no Irã.
Desdobramentos no Irã e Ormuz
O governo dos EUA deve anunciar medidas para sustentar o trânsito marítimo pelo Estreito de Ormuz, com apoio de uma força-tarefa marítima multinacional, segundo fontes consultadas. A reabertura da passagem é vista como crucial para o fluxo global de petróleo.
Em relação aos próximos passos, Emirados Árabes Unidos confirmam participação na iniciativa, enquanto pressionam para manter livre passagem de navios pela hidrovia. Analistas destacam que o equilíbrio entre riscos geopolíticos e preços de energia continua principal dificuldade para o mercado.
Outros destaques
No noticiário corporativo, a Novartis fechou acordo para adquirir a Excellergy, por até US$ 2 bilhões, fortalecendo seu portfólio de tratamentos imunológicos. A Anthropic avalia abrir capital em outubro, apontando competição com a OpenAI no mercado de IA.
Separadamente, o Fed sinalizou preocupação com inflação devido à guerra no Oriente Médio, citando aumento potencial nos preços do petróleo como fator que pode majorar riscos econômicos. Diversos agentes apontam que somente avanços em paz e reabertura do Estreito de Ormuz poderiam sustentar rally de mercados.
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