- África do Sul inaugurou a primeira mina de ouro subterrânea em quinze anos, visando frear o declínio da produção no país.
- O projeto ganhou viabilidade com a alta do metal, que também ajudou a renovar as expectativas do setor.
- A produção nacional de ouro já caiu quase noventa por cento desde a década de noventa, apesar de o país ter sido o maior produtor mundial por mais de um século.
- A mineradora pretende recuperar parte da produção por meio do reprocessamento de resíduos do processo de mineração.
- De acordo com o Conselho de Minerais, a extração de ouro deve ficar em torno de noventa toneladas em dois mil e vinte e sete, mantendo o rendimento próximo do observado anteriormente.
A África do Sul inaugurou a primeira mina de ouro subterrânea no país em 15 anos, viabilizada pela alta recente do metal. O anúncio indica esforço para reverter décadas de queda na produção, diante do cenário mundial de valorização do ouro.
A expectativa é que o projeto ajude a reduzir o declínio histórico da extração. A produção sul-africana caiu quase 90% desde os anos 1990, apesar de o país manter o título de maior produtor global em muitos períodos do passado.
Entre as razões para o recuo estão reservas economicamente viáveis esgotadas, conflitos trabalhistas e as condições desafiadoras das minas mais profundas. A recente alta do ouro em 2026 mudou as perspectivas do setor.
A liderança do setor no país informou que pretende recuperar volumes por meio do reprocessamento de resíduos. Entretanto, não se espera aumento significativo da produção no curto prazo.
Desafios e perspectivas
Para 2027, a extração de ouro no país deve ficar próxima de 90 toneladas, segundo o Conselho de Minerais. Mudanças tecnológicas e políticas de estímulo podem influenciar o ritmo da recuperação.
Essa aposta em minas subterrâneas reflete o esforço de manter o ouro como motor da economia de mineração sul-africana, diante de um histórico de oscilações e de competição global.
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