- O Ministério do Comércio da China anunciou o início de duas investigações comerciais contra barreiras dos EUA, com duração de seis meses e possibilidade de tarifas ou restrições a empresas chinesas.
- A primeira apura tentativas de restringir ou proibir a entrada de produtos chineses nos EUA ou a exportação de itens de alta tecnologia para a China; a segunda foca em produtos do setor de transição energética.
- Segundo a China, há evidências de que os EUA implementaram medidas que perturbam seriamente as cadeias globais de abastecimento.
- As investigações foram abertas duas semanas depois da inclusão da China em uma apuração dos EUA sobre trabalho forçado, sob a Seção 301 da Lei de Comércio de mil novecentos e setenta e quatro, com outros cinquenta e nove países igualmente envolvidos.
- Na quinta-feira anterior, o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, reuniu-se com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer; as partes reafirmaram compromissos e interesse em estreitar relações, enquanto um encontro entre Xi Jinping e Donald Trump está previsto para 14 de maio.
O Ministério do Comércio da China informou nesta sexta-feira 27 de março de 2026 que abriu duas investigações contra barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. Os processos têm duração de seis meses e podem resultar em tarifas contra empresas americanas ou restrições para companhias chinesas negociarem com os EUA.
A primeira investigação analisa tentativas de restringir ou proibir a entrada de produtos chineses nos EUA, bem como exportações de tecnologia para a China. A segunda apura o tratamento dado a produtos relacionados ao setor de transição energética. Os documentos oficiais estão disponíveis em formato PDF.
Evidências e informações preliminares apontam que Washington implementou várias práticas que, segundo Pequim, perturbam gravemente as cadeias de abastecimento globais. As investigações ocorrem em um momento de tensão comercial entre os dois países.
Motivo das investigações
As apurações chinesas foram lançadas duas semanas após os EUA incluírem a China em uma investigação sobre trabalho forçado. Outros 59 países, entre eles o Brasil, também integram o processo.
A acusação norte-americana se apoia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza respostas a práticas estrangeiras consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA.
Contexto político e econômico
O anúncio dos EUA ocorreu pouco antes de a Suprema Corte de Washington decidir sobre a legalidade de parte das tarifas promovidas pelo ex-presidente Donald Trump. Esse movimento reacende a guerra comercial entre as duas nações.
A novela comercial havia sido interrompida no fim do ano passado por uma trégua entre as partes. O encontro entre Trump e Xi Jinping, originalmente previsto para este mês, foi adiado por fatores ligados à situação no Irã.
Panorama recente e agenda
Na quinta-feira, 26 de março, o ministro do Comércio da China, Wang Wentao, reuniu-se em Camarões com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA. O ministério informou que as partes reafirmaram compromissos firmados no final do ano passado.
As autoridades chinesas reforçaram o interesse em estreitar as relações comerciais com os EUA, mesmo diante das novas investigações. O diálogo entre as duas frentes permanece aberto, sem indicar desdobramentos imediatos.
Entre na conversa da comunidade