- A ONU aprovou uma resolução que condena o comércio transatlântico de escravizados entre os séculos XV e XIX e defende reparações atualmente.
- A votação registrou 123 votos favoráveis, 52 abstenções e 3 contrários; EUA, Israel e Argentina foram os únicos a votar contra.
- O documento foi apresentado por Gana em nome do Grupo Africano.
- O governo dos Estados Unidos afirmou que a ONU deve focar na manutenção da paz e em conflitos atuais, e não em questões históricas.
- O texto classifica a escravidão como o crime mais grave da humanidade e aponta as reparações como um passo para a reparação histórica.
A ONU aprovou uma resolução que condena o comércio transatlântico de escravizados entre os séculos 15 e 19 e defende reparações nos dias atuais. A votação ocorreu durante uma sessão da Organização das Nações Unidas na quarta-feira, 25 de março de 2026. O documento chegou a votos favoráveis e contrários, com abstenções diversas.
A resolução foi apresentada por Gana em nome do Grupo Africano, que reúne 54 países. Ao todo, houve 123 votos a favor, 52 abstenções e 3 contrários. Além dos EUA, Israel e Argentina votaram contra a medida. O texto classifica o tráfico de africanos como crime contra a humanidade.
Segundo a missão diplomática dos EUA na ONU, o governo de Donald Trump pediu que a organização retorne à missão de manter a paz e trate apenas de conflitos atuais. O governo norte-americano argumentou que questões históricas não devem guiar a atuação da ONU.
Contexto da votação
O documento sustenta que o tráfico de escravizados e a escravidão racializada representam um passo concreto em direção à reparação histórica. A decisão gerou divergências entre países, com cidades e blocos regionais defendendo reparações como forma de reconhecimento e compensação.
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