Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Frentes no Líbano e no Iraque surpreendem Israel e EUA na guerra contra o Irã

Frentes no Líbano e no Iraque fortalecem o Irã, pressionam EUA e Israel e aceleram saída de tropas, com ataques diários do Hezbollah e milícias xiitas

An Iranian missile flies towards Israel, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, as seen from Hebron, in the Israeli-occupied West Bank, March 27, 2026. REUTERS/Mussa Qawasma
0:00
Carregando...
0:00
  • Hezbollah realiza dezenas de ações diárias na fronteira sul do Líbano, afirmando ter avançado na destruição de quase 100 tanques Merkava e registrando 103 operações nas últimas 24 horas.
  • No Iraque, o governo autorizou as Forças de Mobilização Popular a autodefesa após ataques a um quartel-general e a uma clínica, que deixaram 15 combatentes mortos; Bagdá acusa os EUA e apresentou protesto formal.
  • Milícias xiitas pró-Irã reivindicam ataques com drones e mísseis contra bases iraquianas e a embaixada dos EUA; a Embaixada de Bagdá emitiu alertas de segurança.
  • Analistas avaliam que o Irã fica em posição mais favorável, com a frente libanesa fortalecida e ataques que pressionam EUA e Israel, inclusive com drones, mísseis e capacidades marítimas.
  • Em Israel, a defesa afirma interceptar cerca de noventa por cento dos ataques iranianos e do Hezbollah, mas admite que os 10% que passam podem causar danos estratégicos; drones FPV ampliam a pressão sobre o Exército.

O Hezbollah intensificou ações de guerrilha no sul do Líbano, abrindo uma frente que preocupa Israel. Em paralelo, milícias xiitas no Iraque pressionam pela retirada de tropas dos EUA, ampliando a pressão regional contra o apoio americano.

No Líbano, o Hezbollah afirma ter realizado dezenas de ataques diários contra alvos israelenses na fronteira sul. O grupo sustenta ter destruído quase 100 tanques Merkava durante o último mês, com 103 operações registradas nas últimas 24 horas.

No Iraque, o governo do primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani endureceu o tom após ataques a um quartel-general e a uma clínica ocupados por milícias pró-Irã em Habbaniyah. Ao menos 15 combatentes das Forças de Mobilização Popular morreram no ataque, segundo autoridades.

O governo iraquiano autorizou as FMP a exercerem o direito à autodefesa e acusou Washington pelos ataques, além de apresentar uma carta de protesto ao encarregado de negócios dos EUA em Bagdá. A resistência no Iraque reivindicou ataques com drones e mísseis a bases militares e à embaixada dos EUA.

A Embaixada dos EUA em Bagdá emitiu alertas de segurança, recomendando evitar deslocamentos para a embaixada e o consulado em Erbil devido ao risco de ataques com mísseis, drones e foguetes no espaço aéreo iraquiano.

Irã na ofensiva

Especialistas avaliam que, após quase um mês de conflito, o Irã se encontra numa posição mais favorável. A frente libanesa fortalecida com o Hezbollah divide as forças israelenses, enquanto o impacto político e militar das milícias no Iraque aumenta a pressão sobre Washington, segundo analistas.

Para o professor Danny Zahreddine, da PUC Minas, a atuação do Hezbollah demonstra capacidade de resistência significativa, com uso de drones e artilharia, o que complica a defesa israelense. Ele também destaca o papel estratégico das milícias no contiguous front.

Outro observador, o major-general Agostinho Costa, ressalta que o Irã tem apresentado uma combinação de mísseis, drones e ações marítimas que desafiam as capacidades de resposta dos EUA e de Israel, sugerindo que a vitória em uma frente não garante vantagem definitiva em todas.

Situação no campo

Dados de especialistas indicam que Israel enfrenta desafio para conter ataques teledirigidos e operações de mísseis no norte, próximo ao Líbano. A defesa aérea israelense intercepta parte dos lançamentos, mas atrasos na reposição de equipamentos podem aumentar vulnerabilidades.

A avaliação de que o Irã mantém capacidade ofensiva mesmo com danos recentes é compartilhada por analistas que observam lançamentos frequentes de mísseis e ações de drones que alcançam áreas estratégicas. O debate sobre o equilíbrio regional continua em aberto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais