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Guerra no Irã completa um mês com mais de 1.900 mortos

Conflito no Irã completa um mês com mais de 1.900 mortos; Trump suspende ataques às usinas até seis de abril, citando progresso nas negociações

Irã recusou plano de paz enviado pelos EUA
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  • O conflito entre EUA, Israel e Irã completa um mês, com mais de 1.900 mortos e mais de 20 mil feridos, segundo a Cruz Vermelha.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou suspensão dos ataques às usinas de energia do Irã até o dia 6 de abril, afirmando que as negociações estão indo muito bem.
  • O Irã recusou o plano de paz de quinze pontos apresentado pelos EUA via Paquistão e não mostrou interesse em negociações com Washington.
  • Segundo a Press TV, o Irã apresentou cinco condições para encerrar a guerra, incluindo indenizações, interrupção de agressões, garantia de soberania sobre o Estreito de Ormuz e que a guerra não seja retomada.
  • Israel promete ampliar os ataques contra o Irã; a Guarda Revolucionária Islâmica fechou o Estreito de Ormuz, impactando o preço do barril de Brent.

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã alcançou um mês de duração neste sábado com mais de 1.900 mortos e 20 mil feridos, segundo a Cruz Vermelha. Donald Trump anunciou a suspensão dos ataques às usinas de energia iranianas até 6 de abril, afirmando que as negociações com Teerã avançam de forma positiva.

Entre as baixas confirmadas está o líder supremo Ali Khamenei, alvo inicial da ofensiva. Com a ausência dele, Mojtaba Khamenei assumiu o cargo no início de março, o que gerou críticas públicas de Trump, que afirmou ficar decepcionado com a sucessão. O Irã não respondeu de forma favorável à nova proposta de paz apresentada pelos EUA.

Impasse sobre cessar-fogo

Na quarta-feira, os EUA apresentaram ao Paquistão um plano de paz em 15 pontos para Teerã, elaborado para ser aceito como cessar-fogo. O documento previa, entre itens, compromisso iraniano contra armas nucleares, redução de mísseis, desativação de usinas de enriquecimento, fim de financiamento a grupos ligados ao Irã e criação de uma zona marítima no Estreito de Ormuz. O Irã rejeitou a proposta publicamente.

De acordo com a imprensa iraniana, autoridades do regime apresentaram cinco condições para encerrar a guerra, incluindo indenizações, suspensão de agressões, mecanismos para impedir retomada do conflito, soberania sobre Ormuz e encerramento da atuação de grupos apoiados pelo Irã. A veracidade das informações não ficou cabalmente verificada.

Reação de Israel

Israel sinalizou nova ofensiva contra o Irã, com o ministro da Defesa preparando-se para ampliar ataques. A autoridade israelense afirmou que o país pagará um preço alto e crescente pelos supostos crimes de guerra, dizendo que disparos continuam e devem aumentar em alcance.

Ataques recentes de Israel atingiram alvos no coração de Teerã e áreas que supostamente produzem mísseis, além de lançadores e depósitos no oeste do país. As ações visam a pressão para conter o que as autoridades israelenses descrevem como apoio iraniano a grupos enemigos.

Estreito de Ormuz e economia

O fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária Islâmica dificultou o trânsito marítimo de navios aliados dos EUA e de Israel, elevando o preço do petróleo. A IRGC classificou como proibida a passagem de embarcações vinculadas a inimigos por rotas marítimas, com promessas de resposta a novas travessias.

A passagem, chave para o comércio global, teve impacto imediato nos preços, com o Brent acima de US$ 100 o barril, após anteriormente ficar próximo de US$ 60 no fim de 2025. A tensão econômica acompanha a escalada militar na região.

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