- Irã concordou em facilitar e acelerar a passagem de ajuda humanitária pelo estreito de Hormuz, atendendo a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU).
- O anúncio foi feito pelo embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini, que disse que a passagem de ajuda humanitária e remessas agrícolas deve ocorrer pela rota estratégica.
- O movimento ocorre no mesmo dia em que a imprensa estatal informou ataques a duas instalações nucleares iranianas, reivindicados por Israel; não houve vítimas nem risco de contaminação, segundo a Agência Iraniana de Notícias (IRNA).
- A ONU criou uma força-tarefa para lidar com os efeitos da guerra no fornecimento de ajuda; a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pediu contenção militar para evitar acidente nuclear.
- Diplomatas de Paquistão e Turquia tentam organizar uma reunião direta entre EUA e Irã, enquanto o grupo dos sete (G7) pediu a suspensão imediata dos ataques a populações e infraestrutura.
O Irã anunciou que irá facilitar e acelerar a passagem de ajuda humanitária pelo Estreito de Hormuz, conforme informou o embaixador iraniano na ONU em Genebra, Ali Bahreini. A medida foi comunicada na sexta-feira, no mesmo dia em que a mídia estatal iraniana reportou ataques a duas instalações nucleares, reivindicados por Israel.
Bahreini afirmou que Teerã aceitou o pedido do UN para permitir que ajuda humanitária e carregamentos agrícolas passem pelo corredor marítimo crítico. A iniciativa seria o primeiro avanço nesse ponto de estrangulamento após um mês de conflito, com impactos potenciais em abastecimento mundial.
A UN já havia criado uma força-tarefa para lidar com os efeitos do conflito à entrega de ajuda. O anúncio ocorre em meio a tensão regional, em que Israel disse ter responsabilidades pelos ataques às instalações iranianas e o país prometeu retaliação.
Ataques a instalações nucleares
A IRNA informou que o Complexo de Água Pesada de Shahid Khondab, em Arak, e a usina de minério de urânio em Ardakan, na província de Yazd, foram alvo. Não houve vítimas nem risco de contaminação, segundo a agência oficial. A usina de Arak não operava desde um ataque anterior, no ano passado.
O Exército de Israel afirmou que as matérias-primas são processadas para enriquecimento na planta de Yazd e considerou o ataque um duro golpe ao programa nuclear iraniano. O IRGC alertou que haverá retaliação, com mensagens de ameaça a funcionários ligados a EUA e Israel.
A IAÉA reiterou o apelo por moderação militar para evitar acidentes nucleares, destacando que não houve aumento nos níveis de radiação fora dos locais, conforme informou em X. Em paralelo, diplomatas de países como Paquistão e Turquia tentaram viabilizar encontro direto entre representantes dos EUA e do Irã.
Esforços diplomáticos
O G7, reunido na França, pediu formalmente que as ações contra populações e infraestrutura cessem de imediato. O quadro permanece marcado por tentativas de desescalar tensões e manter canais de diálogo, ainda sem uma linha clara de desfecho para o conflito.
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