- Israel disse que irá intensificar e expandir seus ataques contra o Irã, com ações anunciadas em Teerã e no oeste do país; sirenes ficaram ativas em Israel.
- Os EUA pressionam por solução diplomática: Trump diz que negociações vão bem, enquanto o país envia milhares de soldados para a região e o Irã rejeita o cessar-fogo de 15 pontos; o Irã apresentou proposta própria de cinco pontos.
- O mercado reage: ações americanas caem pela quinta semana consecutiva e o petróleo Brent opera perto de 107 dólares o barril, refletindo incertezas sobre a guerra.
- Na região, houve danos e ataques em Beirute, Riade e portos do Kuwait; Pequenas vitórias militares de ambos os lados elevam tensões entre Israel, Irã e vizinhos do Golfo.
- Mortes aumentam: dezoito pessoas em Israel, quatro soldados israelenses mortos no Líbano; no Irã e no Líbano há números elevados de vítimas civis e militares.
Israel afirmou que vai intensificar e expandir seus ataques contra o Irã, em meio a uma escalada que já afeta mercados e a economia global. A declaração veio nesta sexta-feira, quando o Irã não sinalizou recuo, e ocorre em meio a negociações diplomáticas interrompidas.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país vai ampliar o alvo de suas ações para incluir instalações no coração de Teerã, além de mísseis balísticos, lançadores e depósitos de armas. Autoridades israelenses afirmam que os ataques visam frear o regime iraniano e seus apoiadores.
Enquanto isso, houve registros de sirenes e ataques aéreos também no Líbano e no Irã, com Beirute registrando fumaça após ofensivas ocorridas na véspera. O Líbano informou mortes entre a população civil, em meio aos impactos da ofensiva regional.
Na região do Golfo, o Irã lançou mísseis e drones contra alvos de países árabes, enquanto a Arábia Saudita afirmou ter interceptado partes dos ataques que miravam Riade. O Kuwait também relatou danos a seus portos, ligados a uma iniciativa portuária em desenvolvimento com participação chinesa.
Mercados internacionais reagiram com queda nas bolsas americanas e queda no petróleo, cuja cotação do barril Brent passou de US$ 107, registrando alta de mais de 45% desde o início da ofensiva. O clima de incerteza amplifica temores de descontrole na região.
Um bloco árabe do Golfo mencionou que o Irã cobra pedágio para a passagem de navios, elevando preocupações sobre uma crise energética mundial. O governo dos EUA informou ter apresentado uma lista de 15 pontos para um possível cessar-fogo, via Paquistão, enquanto o Irã apresentou uma contraproposta de cinco pontos.
Diplomatas buscaram contatos diretos entre representantes dos EUA e do Irã, com apoio de intermediários. O Egito informou que seus ministros de Relações Exteriores conduzem conversas com Turquía e Paquistão para facilitar negociações e desescalada.
Navios de guerra norte-americanos deslocaram-se para a região, com milhares de soldados posicionados para possíveis operações. O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma sessão de consulta sobre o Irã, solicitada pela Rússia e organizada pelos EUA.
Conflitos ampliaram perdas humanas: 18 mortes em Israel, quatro soldados israelenses mortos no Líbano e centenas de óbitos em países vizinhos. Relatos não confirmados elevam o número de vítimas civis no Irã e no Líbano, além de baixas entre forças locais.
Organizações internacionais destacam o risco humanitário. A OIM informou danos a milhares de edifícios civis no Irã e impacto sobre hospitais, com milhões de pessoas potencialmente deslocadas caso o conflito persista.
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