- O juiz Alvin Hellerstein rejeitou o pedido de arquivamento do processo envolvendo Nicolás Maduro e Cilia Flores e manteve as investigações nos EUA.
- A defesa argumentou que o bloqueio de recursos do governo venezuelano impede o pagamento dos honorários e viola o direito de escolher advogados, mas o magistrado não acolheu o argumento.
- Maduro e Flores são acusados de narcoterrorismo, tráfico de drogas, posse de armas e corrupção; o governo afirma que apenas recursos próprios podem ser usados para defesa.
- O bloqueio de ativos determinado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC) foi questionado pela defesa, que contestou a revogação rápida da autorização de uso dos recursos.
- Maduro permanece detido em ala de segurança máxima no Brooklyn; o julgamento pode levar entre um e dois anos para começar.
Nicolás Maduro voltou nesta quinta-feira (26.mar.2026) a um tribunal federal em Nova York, acompanhado da esposa, Cilia Flores. O juiz Alvin Hellerstein rejeitou o pedido de arquivamento do caso apresentado pela defesa.
Os advogados argumentaram que o bloqueio de recursos do governo venezuelano impede o pagamento dos honorários e viola a 6ª Emenda, que garante o direito a defesa. O magistrado, porém, afirmou que isso não justifica encerrar a ação.
Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, estavam com uniforme prisional bege e fones para tradução. A audiência ocorreu em Manhattan, com forte aparato de segurança e manifestações de manifestantes de ambos os lados, fora do tribunal.
A promotoria reiterou que os réus podem usar apenas recursos próprios, não valores de terceiros, para financiar a defesa. Os advogados destacaram a necessidade de acesso a fundos públicos da Venezuela para arcar com os custos.
O caso envolve acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas, posse de armas e corrupção. Maduro enfrenta quatro acusações, incluindo conspiração para enviar cocaína aos EUA. Flores responde a acusações semelhantes.
Também foi discutido o bloqueio de ativos autorizado pelo OFAC, do Departamento do Tesouro dos EUA. A liberação de recursos ocorreu brevemente em fevereiro e foi revogada, gerando a contestação da defesa.
Promotores pediram que Maduro e Flores não compartilhem provas com quatro acusados foragidos, entre eles o filho de Maduro e autoridades venezuelanas. Há risco apontado de intimidação de testemunhas e destruição de evidências.
O julgamento pode levar de 1 a 2 anos para iniciar. Enquanto isso, Maduro permanece detido em ala de segurança máxima no Brooklyn. O caso ganha atenção internacional pela gravidade das acusações e pelo uso de sanções financeiras como pressão.
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