- Mirjana Spoljaric Egger, presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, afirma em entrevista exclusiva que civis carregam o peso do conflito no Oriente Médio e pede o fim dos combates.
- O conflito envolvendo o Irã completou quase um mês, com mais de 3.300 mortos no país, entre eles pelo menos 1.400 civis, segundo a entidade HRANA (não verificado de forma independente pela Euronews).
- Infraestruturas vitais foram alvejadas na região, com ataques a campos de gás e a terminais de LNG; Teerã e outras partes travam retaliações que afetam água, energia e serviços.
- A crise provoca deslocamentos massivos, com estimativa de cerca de 1 milhão de pessoas potencialmente sem casa ou sem perspectiva de retorno, segundo a ICRC, e há risco de agravamento humanitário.
- A ICRC alerta para riscos de violação do direito internacional humanitário ao atacar infraestrutura civil e ressalta a necessidade de desescalada para evitar consequências globais, incluindo impactos econômicos e de segurança.
O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (ICRC), Mirjana Spoljaric Egger, concedeu uma entrevista exclusiva à Euronews. Ela destacou violações graves do direito internacional no conflito no Oriente Médio e pediu o fim dos combates.
O conflito envolvendo o Irã está próximo de um mês de duração. Dados da organização HRANA apontam mais de 3.300 mortos no Irã, sendo pelo menos 1.400 civis. A Euronews não confirmou de forma independente esses números.
Ações militares atingiram infraestrutura essencial. Israeis strikes atingiram o campo de gás South Pars; Teerã respondeu mirando Ras Laffan, no Qatar. Reparos nos alvos podem levar anos, segundo especialistas.
No Irã, o ministro de Energia afirmou que o abastecimento de água e energia em Teerã ficou severamente comprometido, conforme a agência estatal ISNA. Acusações mútuas sobre alvos de infraestrutura surgem de ambos os lados.
Espaços de desabastecimento se ampliam. Reitores e oficiais citam interrupções de água, eletricidade e serviços de saúde, agravando deslocamentos, inclusive em Líbano, com estimation de até 1 milhão de pessoas sem retorno seguro.
A avaliadora do ICRC ressaltou que ataques a infraestruturas civis violam o direito humanitário. Civis ficam sob pressão por falta de serviços básicos e por deslocamentos forçados, criando um cenário de insegurança generalizada.
Desafios para a atuação humanitária persistem. O espaço para atuação é reduzido e, em áreas como Gaza, a movimentação de equipes é limitada pela presença de explosivos e riscos à vida.
A persistente escalada pode ampliar impactos globais. Além de preços de energia, cadeias de suprimentos e questões econômicas, há riscos de novas crises humanitárias na região e impactos indiretos ao redor do mundo.
O ICRC reforça a necessidade de desescalada e de respeito a normas internacionais. A organização se apresenta neutra e busca comunicação com autoridades, sem apontar culpados de forma inequívoca.
Na visão de Egger, a proteção de civis e infraestruturas vitais deve imperar. Estados são chamados a reduzir hostilidades para evitar uma escalada sem controle e proteger a população, dentro do direito internacional.
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