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Senadores dos EUA propõem sanções à Hungria por laços com a Rússia e obstrução à Ucrânia

Projeto bipartidário dos EUA propõe sanções com visto para oficiais húngaros suspeitos de favorecer energia russa e obstruir apoio à Ucrânia

Viktor Orbán
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  • Senadores democrata Jeanne Shaheen e republicano Thom Tillis apresentaram o Block Putin Act, que prevê sanções, incluindo proibição de visto, a autoridades húngaras acusadas de facilitar compras de energia russa e de obstruir o apoio à Ucrânia.
  • O projeto é bipartidário; não aponta nomes de políticos húngaros na sua redação inicial.
  • A Hungria tem sido alvo de tensões na União Europeia por bloquear o pacote de ajuda de 90 bilhões de euros à Ucrânia, citando questões sobre o gasoduto Druzhba não reparado.
  • O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, é criticado por supostamente repassar informações sensíveis a autoridades russas; ele nega irregularidades, dizendo que o contato é parte da diplomacia rotineira.
  • As sanções poderiam ser suspensas se o governo húngaro apresentar um plano crível para reduzir a dependência da Rússia em até 180 dias e não obstruir auxílio à Ucrânia; o assunto ocorre em contexto de sanções a Rogán e de debates sobre visitas políticas dos EUA a Budapeste.

Os senadores norte-americanos apresentaram o Block Putin Act, um projeto de lei bipartidário que prevê sanções de visto a autoridades húngaras acusadas de facilitar compras de energia russa e de obstruir o apoio ocidental à Ucrânia. A medida está em discussão no Congresso dos EUA, ainda sem nomes específicos indicados. O objetivo é pressionar o governo de Viktor Orbán a reduzir a dependência energética da Rússia.

A iniciativa é encabeçada pela democrata Jeanne Shaheen e pelo republicano Thom Tillis. Se aprovado, o texto prevê a imposição de proibições de visto a autoridades designadas. O projeto não identifica políticos húngaros, mas aponta como alvo pessoas envolvidas nas mencionadas condutas.

Contexto europeu

A Hungria tornou-se ponto focal de tensões ligadas à Rússia na União Europeia. Orbán bloqueia o pacote de ajuda de 90 bilhões de euros à Ucrânia, citando a recusa de Kyiv em reabrir o gasoduto Druzhba, danificado por ataque russo no fim de janeiro e ainda não reparado. O tema intensifica o debate sobre cooperação europeia e energia.

Declarações e acusações

O ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, foi criticado em Bruxelas após o Washington Post informar que repassou informações sensíveis de reuniões do Conselho de Assuntos Externos a autoridades russas. Szijjártó argumenta tratar-se de diplomacia routine, dizendo que mantém contato com Moscou antes e depois das sessões do Conselho.

Implicação política e próximos passos

Segundo Tillis, a Hungria tem avançado na dependência de energia russa e dificulta assistência a Ucrânia, contrastando com medidas de diversificação tomadas por aliados. Shaheen criticou o apoio da administração anterior a Orbán antes das eleições parlamentares de 12 de abril, em que a oposição lidera em pesquisas. Reguladores norte-americanos também discutem visitas de altos cargos a Budapest.

Possíveis desdobramentos legais

O bloqueio de sanções poderia ser suspenso caso o governo húngaro apresente plano crível para reduzir a dependência de energia russa e não obstrua a ajuda a Ucrânia por pelo menos 180 dias. A iniciativa surge após o desgaste político envolvendo Antal Rogán, aliado próximo de Orbán, alvo de sanções por corrupção em janeiro de 2025. A decisão sobre a sanção depende do curso do processo legislativo.

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