- O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira levará à ex-deputada Carla Zambelli argumentos para desistir de recorrer à Suprema Corte de Cassação e aceitar a extradição ao Brasil, conforme a entrevista do advogado Fabio Pagnozzi à CNN Brasil.
- Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica, crimes que, segundo a acusação, teriam envolvido financiamento da invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça pelo hacker conhecido como Walter Delgatti Neto.
- Após deixar a Itália, a ex-deputada só precisou aguardar a extradição, que foi aprovada pela Corte de Apelação de Roma na quinta-feira (26).
- A decisão dos juízes Flávio Monteleone, Aldo Morgigni e Fabrizio Suriano considerou que os crimes possuem equivalente na Itália e que o ministro Alexandre de Moraes não atuou de forma política contra Zambelli.
- A corte também afirmou que a dupla cidadania italiana e brasileira não impede a extradição, fortalecendo o vínculo entre o Estado requerente e a cidadã.
O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, marido de Carla Zambelli, vai apresentar argumentos para desistir do recurso na Suprema Corte de Cassação e acatar a extradição da ex-deputada ao Brasil. A informação foi divulgada pelo advogado Fabio Pagnozzi em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira.
Segundo Pagnozzi, Zambelli pode retornar ao Brasil ainda este ano para cumprir a pena. Ela já cumpriu quase oito meses da condenação enquanto aguardava a extradição, que pode avançar em seis meses a um ano. O coronel deve levar o tema à ex-deputada ainda nesta semana.
A ex-deputada foi condenada a 10 anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica. A acusação aponta financiamento de uma invasão aos sistemas do CNJ, atribuída a Walter Delgatti Neto, conhecido como o hacker de Araraquara, que está preso.
Logo após o fim do processo no Brasil, Zambelli foi para a Itália. Nesta quinta-feira, a Quarta Seção Penal da Corte de Apelação de Roma aprovou a extradição solicitada pelo governo brasileiro.
A decisão foi tomada pelos juízes Flávio Monteleone, Aldo Morgigni e Fabrizio Suriano. Eles entenderam que os crimes no Brasil possuem equivalência na Itália e que Moraes não houve perseguição política nem parcialidade no julgamento.
A decisão também afastou o impedimento de dupla cidadania, afirmando que possuir cidadania italiana não inviabiliza a extradição, fortalecendo o vínculo jurídico com o Estado requerente.
Extradiação aprovada em Roma
Com a decisão italiana, a transferência da ex-deputada para cumprir a pena em território nacional passa a ter respaldo jurídico. A defesa ainda pode recorrer, mas a perspectiva de retorno ao Brasil aumenta a expectativa sobre o desfecho do caso.
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