- Os houthis confirmaram ataque com mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra, neste sábado (28).
- O grupo, aliado ao Irã, afirmou ter realizado a operação com barragem de mísseis balísticos contra alvos militares israelenses sensíveis.
- A ofensiva ocorreu após Israel interceptar mísseis disparados a partir do Iêmen, segundo o grupo.
- Os houthis dizem que vão continuar as operações até encerrar a agressão em todas as frentes, sustentando que a entrada pode ampliar o conflito.
- O grupo já havia sinalizado possível intervenção se outros países se juntassem aos EUA e a Israel, ou se o Mar Vermelho fosse usado contra o Irã, aumentando riscos de uma nova frente no estreito de Bab al-Mandab.
Os houthis, aliados do Irã no Iêmen, lançaram mísseis contra Israel pela primeira vez desde o início da guerra, neste sábado (28). A ofensiva envolveu uma barragem de mísseis balísticos dirigida a alvos militares israelenses, segundo o grupo.
O ataque foi confirmado após Israel interceptar mísseis disparados a partir do Iêmen. Em comunicado, os houthis disseram ter agido em resposta à escalada militar e a ataques a infraestruturas e crimes contra palestinos, libaneses, iranianos e iraquianos.
O grupo também afirmou que continuará com operações até que a agressão termine, sinalizando potencial ampliação do conflito regional. Na semana anterior, os houthis haviam dito estarem prontos para intervir se houver envolvimento de mais países.
Impactos regionais
Se houver abertura de nova frente, o estreito de Bab al-Mandab, próximo ao Iêmen, aparece como alvo provável, controlando tráfego rumo ao Canal de Suez. O Irã tem repetidamente utilizado as tensões para ampliar o alcance geopolítico na região.
A possibilidade de interrupção de rotas marítimas aumenta a incerteza para atividades comerciais na Península Arábica e no Mar Vermelho. Especialistas destacam que o cenário pode elevar o risco de escalada entre blocos rivais na região.
— Fonte: Reuters.
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