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Lula mantém apoio a Bachelet para chefiar a ONU após recuo do Chile

Lula mantém apoio a Michelle Bachelet para Secretária-Geral da ONU, em meio ao recuo do Chile; Brasil e México apoiam candidatura de mulher latino-americana

Ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet é candidata à secretaria-geral da ONU
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  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou o apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU.
  • O Chile retirou seu apoio à candidatura em 24 de fevereiro, citando dispersão de candidaturas e divergências entre atores envolvidos.
  • Apesar disso, o Brasil e o México continuam apoiando Bachelet, conforme comunicado conjunto entre os governos.
  • Lula destacou que Bachelet tem credenciais para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU, mencionando seus cargos anteriores.
  • O atual secretário-geral, António Guterres, foi reeleito em 2021 e o novo mandato começa em 1º de janeiro de 2027.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou neste sábado o respaldo do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU. Lula defendeu que a organização seja chefiada, pela primeira vez, por uma mulher latino-americana.

A sinalização ocorre mesmo após o Chile recuar da indicação. Em 24 de fevereiro, o governo chileno informou que não manteria o apoio à candidata, citando dispersão de candidaturas na região e divergências entre os atores envolvidos no processo.

Brasil e México mantêm o alinhamento com Bachelet. Segundo o governo brasileiro, as credenciais da ex-presidente chilena incluem passagem pela presidência do Chile, atuação como Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU e liderança da ONU Mulheres. O México também reiterou apoio à candidatura.

Contexto atual

O Chile havia apresentado a candidatura no início de fevereiro, com apoio de Brasília e México. O recuo veio em meio a avaliar o cenário político da região e as múltiplas candidaturas ao cargo na ONU.

Lula destacou, em publicação nas redes sociais, que Bachelet possui qualificação para liderar a ONU, enfatizando objetivos como promoção da paz, fortalecimento do multilateralismo e foco no desenvolvimento sustentável. O governo brasileiro reiterou que apoiará a candidatura em conjunto com o México.

Desdobramentos na ONU

Atualmente, o cargo de secretariado é ocupado por António Guterres, reeleito para um segundo mandato que vai até 2026. O anúncio de quem assumirá o posto em 2027 ainda depende do andamento das eleições internas da ONU e das colaborações entre Estados-membros.

Caso Bachelet siga na candidatura, o Chile deverá se abster de apoiar outros nomes no processo. O Brasil, junto com o México, avalia os próximos passos conforme o andamento das negociações regionais.

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