Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Retaliação comercial e permissão em Ormuz marcam semana na China

China reage à ofensiva dos EUA com duas investigações comerciais e obtém permissão de navegação em Ormuz, sinalizando tensões e negociações futuras

A China informou na 6ª feira (27.mar) que iniciou duas investigações comerciais contra os EUA; na imagem, o presidente da China, Xi Jinping
0:00
Carregando...
0:00
  • A China abriu duas investigações comerciais contra os EUA, com duração de seis meses, miradas medidas de entrada de produtos chineses e de exportação de alta tecnologia e de energia, o que pode resultar em tarifas.
  • As apurações são retaliação à investigação norte-americana sobre trabalho forçado, anunciada há duas semanas, e podem envolver tarifas ou outras medidas a empresas dos EUA.
  • O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping ganhou nova data: Trump afirmou que desembarcará em Pequim em quatorze de maio; a China ainda não confirmou a data.
  • Também se cogita a possibilidade de Xi ir a Washington no fim do ano; a data mais provável seria novembro.
  • Ormuz ficou aberto para navios chineses e de outros quatro países — Rússia, Iraque, Paquistão e Índia —, o que atende aproximadamente quarenta por cento da demanda chinesa por petróleo; o governo chinês mantém tom contido e busca cessar-fogo nas negociações.

A China informou na sexta-feira (27.mar) o início de duas investigações comerciais contra os EUA. As apurações miram restrições à entrada de produtos chineses e a exportação de tecnologia de ponta e transição energética. O objetivo é responder às medidas americanas que travam importações chinesas no território norte-americano.

As investigações têm duração de seis meses e podem resultar em tarifas ou outras retaliações contra empresas dos EUA. O movimento ocorre após uma trégua abalada pela investigação norte-americana sobre trabalho forçado em 60 países, incluindo a China, anunciada há duas semanas.

Além do embate comercial, a relação bilateral voltou a discutir a agenda de alto nível. O republicano Donald Trump informou que desembarcará em Pequim em 14 de maio para encontro com Xi Jinping. O governo chinês ainda não confirmou a data, que costuma ser anunciada poucos dias antes do evento.

Inicialmente marcado para 31 de março, o deslocamento de Trump foi adiado para tratar da guerra com o Irã e seus desdobramentos regionais. Também se negocia a possibilidade de Xi visitar Washington no fim do ano, com projeção mais provável para novembro.

Ormuz livre para a China

O chanceler chinês Wang Yi manteve contato com o ministro iraniano, Seyed Abbas Araghchi, na terça-feira (24.mar). Araghchi afirmou que o estreito de Ormuz está fechado apenas para inimigos do Irã e sinalizou cooperação com a China.

Na quarta-feira (25.mar), o chanceler detalhou que o Irã permitirá a passagem de navios chineses e de outros quatro países: Rússia, Iraque, Paquistão e Índia. A medida favorece a China, que depende de Ormuz para cerca de 40% de seu abastecimento de petróleo.

Apesar do sinal positivo, o governo chinês não celebrou nem orientou ações oficiais para retomar o tráfego de imediato. Pequim mantém o tom de buscar cessar-fogo e reativar negociações para encerrar o conflito.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais