- O cientista político Maurício Santoro afirma que o Irã tem adotado uma estratégia militar para elevar custos econômicos globais, pressionando adversários.
- Ações no Estreito de Ormuz e em países vizinhos ampliam tensões no Golfo Pérsico com impactos que vão além da região.
- Segundo ele, há aumento nos preços de insumos como petróleo, gás natural, fertilizantes, amônia e ureia, afetando a produção de alimentos.
- Mercados financeiros tiveram variação acentuada; bolsas em vários países, inclusive no Brasil, registraram dificuldades na semana.
- A avaliação é de que o objetivo é tornar o conflito caro para o mundo, com possíveis consequências políticas para líderes internacionais, citando Donald Trump.
O cientista político Maurício Santoro afirma que o Irã vem adotando uma estratégia militar para elevar custos econômicos globais, pressionando adversários, especialmente no Golfo Pérsico. Em entrevista à CNN Brasil, ele aponta que o país veda o caminho para negociar com mais facilidades, elevando o preço da guerra.
Santoro destaca ações iranianas no Estreito de Ormuz e em países vizinhos, cujos efeitos vão além da região. Segundo ele, o cenário aumenta o custo de insumos essenciais, como petróleo, gás natural, fertilizantes, amônia e ureia, impactando a produção mundial.
O economista ressalta ainda a reação dos mercados financeiros: semanas de volatilidade em bolsas dos Estados Unidos e de outros países, inclusive no Brasil, com reflexos sobre cadeias produtivas e custos operacionais.
Para Santoro, a estratégia busca justamente tornar o conflito economicamente oneroso, evidenciando para o mundo que ataques ao Irã prejudicam a economia global e não interessam aos próprios ocupantes da guerra.
Por fim, o especialista aponta que os efeitos econômicos podem trazer consequências políticas para líderes internacionais, citando a queda de popularidade de alguns interlocutores dos EUA por questões de economia e política externa.
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