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Ex-muçulmano no Irã afirma que parentes sonharam com Jesus

Ex-muçulmano iraniano relata fuga do regime e conversão ao cristianismo, destacando risco a cristãos que praticam a fé no Irã

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  • O evangelista Shah Ahmadi, ex-muçulmano, vive 22 anos no Irã sob regime islâmico e hoje atua como diretor de alianças estratégicas na Iran Alive Ministries, no Ocidente.
  • Cresceu no Irã, teve contato com o Islã na infância, memoriza o Alcorão e formou-se em engenharia de agrimensura, destacando-se profissionalmente até ser investigado pelo governo.
  • Foi interrogado sobre vínculos com Israel e os Estados Unidos e precisou fugir do país com a família, atravessando a fronteira com a Turquia no inverno, com ajuda de um contrabandista.
  • Na Turquia enfrentou desconfianças devido à presença de agentes iranianos; depois mudou-se para a Inglaterra, onde conheceu o cristianismo e teve a conversão após ouvir que Jesus o ama.
  • Ahmadi afirma que oito parentes também se converteram e hoje 32 membros da família participam de igrejas domésticas no Irã, onde a prática cristã envolve riscos de prisão, especialmente para frequentar cultos ou ser batizado.

Shah Ahmadi, evangelista e pastor, narrou sua trajetória no Irã, onde viveu 22 anos sob regime islâmico. Hoje ele dirige alianças estratégicas na Iran Alive Ministries, atuando no Ocidente desde sua fuga do país. O relato descreve o início modesto, com memórias da infância ligadas à fé muçulmana.

Aos 8 anos, o pai levou Ahmadi à mesquita, em um Irã onde o Islã é a expressão dominante da prática religiosa. Ele seguiu estudando o Alcorão na adolescência e se formou em engenharia de agrimensura, alcançando destaque profissional até ser alvo de investigação estatal.

A perseguição começou após testemunhar uma instalação sensível, segundo relato dele. Chegou a ser interrogado sobre vínculos com Israel e os EUA e afirmou ter recebido aviso de que a vida estaria em risco se não fugisse, deixando o território sem se despedir da família.

Fuga e deslocamento

A fuga ocorreu de forma clandestina, cruzando a fronteira com a Turquia no inverno. Ahmadi descreve medo extremo durante a travessia, realizada com o apoio de um contrabandista e acompanhada por outras pessoas que buscavam segurança.

Na Turquia, ele enfrentou dificuldades para confiar em terceiros, considerando a presença de agentes iranianos no país. O período trouxe perdas e insegurança, levando a comportamentos autodestrutivos como consumo de álcool e cigarro.

Mais tarde, o evangelista mudou-se para a Inglaterra, onde recebeu uma abordagem cristã que o levou a repensar a fé. A mensagem sobre o amor de Cristo e a ideia de aceitar as pessoas como são foram determinantes para a conversão.

Expansão da fé e impactos familiares

Após a conversão, Ahmadi descreve início de estudo da Bíblia, em paralelo à comparação com o Alcorão. O testemunho cristão passou a orientar sua vida e a atuação missionária, com foco em contextos de perseguição.

Ele afirma que vários familiares também se convertiram ao cristianismo, em uma sequência de experiências espirituais, incluindo sonhos. Em 2016, parte do núcleo familiar deixou o Irã rumo à Turquia, acompanhando outras decisões religiosas.

Se hoje afirma que 32 parentes participam de igrejas domésticas no Irã, ainda há riscos relevantes. O evangelista indica que frequentar encontros religiosos clandestinos pode levar a prisões de cinco a dez anos, enquanto o batismo pode agravar as penalidades.

Ahmadi segue atuando como porta-voz da fé cristã entre comunidades discriminadas, mantendo o trabalho de apoio a cristãos que vivem sob pressão religiosa.

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