- O Irã anunciou recrutamento de voluntários a partir de doze anos para atuar na guerra contra Israel e Estados Unidos, incluindo patrulhas armadas e postos de controle de inteligência e segurança no país.
- A decisão foi divulgada pelo Ministério do Interior iraniano nesta quarta-feira (30).
- O objetivo é fortalecer as forças de segurança, especialmente em fronteiras e áreas de conflito, estimulando a participação jovem na defesa nacional.
- Organizações de direitos humanos criticam a medida por violar direitos de crianças e adolescentes; o governo afirma que a participação é voluntária e envolve treinamento adequado.
- A prática contraria tratados internacionais sobre direitos da criança, apesar do Irã ser signatário de alguns instrumentos, o que aumenta a preocupação da comunidade internacional com a escalada regional.
O Irã anunciou o recrutamento de voluntários a partir dos 12 anos para atuar na guerra contra Israel e os Estados Unidos, incluindo funções em patrulhas armadas e postos de controle de inteligência e segurança. A divulgação foi feita pelo Ministério do Interior nesta quarta-feira, 30 de março de 2026, no território iraniano.
Segundo o comunicado, a medida visa fortalecer as forças de segurança do país, principalmente em regiões de fronteira e em áreas de conflito. A iniciativa também busca incentivar jovens a participar da defesa nacional, promovendo patriotismo e resistência a ameaças externas.
A decisão ocorre em meio a tensões regionais crescentes, com o Irã adotando uma postura militar mais assertiva. A medida foi recebida com críticas de organizações de direitos humanos, que consideram violação dos direitos de crianças e adolescentes. O país argumenta que a participação é voluntária e que haverá treinamento.
Reação internacional
Organizações de direitos humanos ressaltam que recrutamento de menores para atividades militares contraria normas internacionais. Países aliados de Israel e dos EUA manifestaram preocupação com o impacto social e a escalada regional, sobretudo em áreas de fronteira.
O Irã, por sua vez, sustenta que a participação de jovens é opcional e que receberão formação adequada para missões de segurança. Especialistas analisam que a medida pode afetar a imagem internacional do país e a estabilidade interna em função da participação de menores.
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