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Justiça suspende parcialmente reforma trabalhista de Milei na Argentina

Justiça suspende 82 artigos da reforma trabalhista de Milei até sentença definitiva, afetando jornada de até 12 horas, folgas por horas extras, serviços essenciais e teletrabalho

O presidente da Argentina, Javier Milei
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  • A Justiça argentina suspendeu parcialmente 82 artigos da reforma trabalhista de Milei, entre os mais de duzentos da lei, até que haja decisão sobre o mérito.
  • A medida foi tomada na segunda-feira, 30, após recurso da Confederação Geral do Trabalho (CGT) que alegou inconstitucionalidade.
  • Entre os itens suspensos estão a ampliação da jornada de até 12 horas, a possibilidade de compensação de horas extras com folgas, a ampliação de serviços considerados essenciais e o fracionamento obrigatório de férias. Também ficou paralisada a ampliação da classificação de trabalhadores como autônomos e a revogação da lei de teletrabalho.
  • O FAL, que substituiria a indenização por demissão sem justa causa, também foi afetado pela suspensão.
  • A CGT argumenta violação de princípios como progressividade trabalhista e proteção contra demissão; o governo diz buscar modernizar a economia e atrair investimentos.

A Justiça da Argentina suspendeu parcialmente a reforma trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei. A decisão ocorreu na segunda-feira, 30, após recurso apresentado pela Confederação Geral do Trabalho (CGT). A medida impede a aplicação de 82 dos mais de 200 artigos da mudança.

O juiz Raúl Horacio Ojeda determinou a suspensão cautelar até o julgamento do mérito. A CGT argumenta que as alterações são inconstitucionais e violam princípios trabalhistas, sindicais e de proteção aos trabalhadores. A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o texto em fevereiro, em meio a greve geral.

Medidas e artigos suspensos

Entre as normas suspensas estão a ampliação da jornada de até 12 horas, com 12 horas de descanso; o fracionamento de férias; e a possibilidade de compensação de horas extras com folgas. Também estão para revisão a ampliação de serviços considerados essenciais e mudanças na classificação de autônomos.

A suspensão também atinge a criação do Fundo de Assistência ao Trabalho (FAL) e a revogação da lei de teletrabalho. Ojeda destacou que a medida busca evitar danos imediatos às pessoas e instituições envolvidas e que a decisão é temporária, até a definição definitiva do caso.

A CGT sustenta que as mudanças violam progressividade trabalhista, liberdade sindical e proteção contra demissão. O governo argumenta que a reforma visa modernizar a economia, reduzir a informalidade acima de 40% do mercado e atrair investimentos.

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